segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Um empate com sabor a vitória e carregado de história




Portugal já está na final four da Liga das Nações. A fase final vai disputar-se de 5 a 9 de junho no Porto e em Guimarães, e Portugal é a primeira seleção apurada.

Com o empate deste sábado ante a Itália, a equipa das quinas quebrou um enguiço, e voltou a pontuar no estádio Giuseppe Meazza, após quatro derrotas consecutivas.

Não foi um jogo perfeito, longe disso. A Itália dominou toda a primeira parte, teve mais bola e mais oportunidades. Salvou-nos Rui Patrício, com um punhado de defesas extraordinárias, no dia em que se estreou a capitanear a seleção.

Na segunda parte entrámos um pouco melhor, e conseguimos ter mais bola. A entrada de João Mário foi crucial, ao mesmo tempo que Bernardo Silva transitava para o tridente do meio campo. A seleção cresceu e conseguiu ter mais bola. A melhor oportunidade saiu dos pés de William Carvalho com um remate espontâneo.

Um empate, que soube a vitória e que fez da turma de Fernando Santos a primeira a apurar-se para a final four. Uma caminhada exemplar, feita duas vitórias e um empate. E sem precisarmos que o jogo da próxima terça-feira frente à Polónia fosse decisivo. Um caminho feito sem Cristiano Ronaldo, e que demonstra que o futuro tem tudo para ser risonho e brilhante.

Agora venha de lá essa final four e façam-nos sonhar. E como diz o lema “Juntos 
somos mais fortes”.

Bora lá fazer história!!

Cristiana Ribeiro Pina 

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Onde estás, Ronaldo?


A Seleção Nacional portuguesa prepara mais dois jogos a contar para a Liga das Nações. Uma competição em que Portugal tem estado em grande nível, com resultados e exibições à altura de quem conquistou, em 2016, a Europa. A questão aqui é: onde é que anda o melhor jogador do mundo? Qual a razão mais preponderante para não estar entre os escolhidos de Fernando Santos? 



Primeiro foi a adaptação a Itália, mas e agora? Qual a razão plausível?
Não tenho dúvidas que, se Ronaldo assim quiser, até depois dos 40 anos, será uma opção para qualquer treinador, mas, vá, bora lá convoca-lo? Torna-se estranho não o ver a envergar a braçadeira. Não o ver em campo, a correr, a suar, a conquistar o mundo com as jogadas de quem é a maior referência de sempre de Portugal. 


Mas temos de ter uma perspetiva mais racional...

O nosso engenheiro sabe o que faz! Se havia dúvidas, ele já os dissipou. A verdade é que é preciso testar jogadores, sangue novo, encontrar uma nova geração... uma geração com vontade de vencer e conquistar mais títulos, tão inéditos como o Europeu. 


E temos de estar cientes disso mesmo, os jogadores que têm sido chamados têm estado à altura, têm respondido de forma positiva. Mas falta sempre alguém. Mais do que toda a capacidade física e técnica, falta a garra de um capitão, capaz de incentivar qualquer jogador. 
Ronaldo tem sido uma referência não só pela talento, mas pela capacidade que tem em motivar o próximo. É preciso ser de outro mundo para todos os dias querer ser melhor, mesmo já o sendo... Podem haver muitos jogadores, muitas opções nos convocados... Ronaldo até pode nem estar na lista, mas é aquele jogador omnipresente. Está em todo lado, afinal de contas é o melhor do mundo.
E esta seleção, com ele e com esta nova geração tem tudo para voltar a voar e a conquistar o mundo!




quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Portugal, o país que detém BdC antes de Vieira



O estado da justiça em Portugal assusta-me. Vivemos num país no qual é normal deter um homem para interrogatório a um domingo à noite, mantê-lo numa cela durante 48 horas, identificá-lo e continuar a tê-lo encarcerado sem que existam provas que o incriminem. Portugal é o país que permite que crimes de corrupção e adulteração desportiva caiam no esquecimento e que um alegado autor "moral" de um ato de violência seja preso. Este é o país no qual Bruno de Carvalho foi detido antes de Luís Filipe Vieira. 

Está montada a caça ao homem. Na semana em que sai a instrução do processo e-toupeira, no qual se acredita que um funcionário do Benfica acedeu ilegalmente a ficheiros confidenciais da justiça com o conhecimento do seu presidente, decidem deter o ex-presidente do Sporting e o líder da sua claque mais influente, Juventude Leonina, seis meses depois dos incidentes de Alcochete. As atenções foram novamente desviadas e o nome do Sporting está novamente na lama. 

Decidiram que Bruno de Carvalho deveria ficar detido por alegado perigo de fuga e adulteração de provas. Ora, o ataque à Academia aconteceu em Maio. Seis meses passaram. Se o presidente destituído quisesse fugir já o teria feito há muito tempo, assim como apagar todas as provas que o pudessem ligar aos incidentes. Depois, com o interrogatório marcado para terça-feira, foram buscá-lo no domingo, sabendo que o poderiam tê-lo sob custódia durante 48 horas. Passado esse tempo, dá-se uma greve dos funcionário judiciais, Mustafá e Bruno são identificados, podendo assim ficar detidos por mais tempo a aguardar interrogatório. Começa a ser gozo.

Lembro que BdC se ofereceu para colaborar com as autoridades (para evitar que isto acontecesse) e está a ser tratado como um verdadeiro criminoso. Está acusado de crimes como sequestro e terrorismo, termos completamente descabidos face às agressões de Maio.

Se o ex-presidente do Sporting e o líder da Juventude Leonina tiveram alguma coisa haver com os ataques de Alcochete acho que devem ser condenados e julgados. O interrogatório de ambos é obrigatória e faz sentido, mas esse processo poderia ser feito sem todo o espetáculo que o envolve. Até que existam provas do envolvimento de ambos ninguém pode ser tratado desta maneira. Tudo isto faz parte de um circo, que entretém milhares de pessoas durante uns dias, vende jornais e distorce a verdade. 

Espero sinceramente que haja a consciência de meter os verdadeiros criminosos atrás das grades e não deixar que a personalidade explosiva de um indivíduo o culpe imediatamente do que quer que seja. Há que investigar e, acima de tudo, há que ser-se justo.

O estado da justiça assusta-me porque hoje isto aconteceu com Bruno. Amanhã pode acontecer a qualquer cidadão comum.