quinta-feira, 20 de julho de 2017

Renato: as escolhas

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Muito se tem falado em Renato Sanches desde que ele saiu do Benfica e ainda para mais agora quando a hipótese de este sair do Bayern para o AC Milan é possível.

Já quando estava no Benfica, a dor de cotovelo de algumas pessoas de clubes rivais era enorme, isto por causa do destaque que davam ao menino da Luz na imprensa.

Esse menino da Musgueira saiu do Benfica rumo ao Bayern num negócio de 35 milhões de euros com possibilidade de chegar aos 80 milhões. Em um ano, a vida de Renato deu uma reviravolta, tendo passado dos juniores, para a equipa B dos encarnados, equipa principal, campeão nacional, vendido ao Bayern e campeão europeu.

Foi um salto muito grande para um jogador de apenas 18 anos na altura, entretanto completou os 19, mas mesmo assim é muito. 

Se antes as criticas tinham a ver com o destaque dado pela imprensa, agora tem a ver por causa de Renato ter sido um "flop" no Bayern.

Sinceramente acho sim que ele não esteve bem no Bayern, simplesmente acho que fez uma má escolha quando escolheu o clube e creio que não se adaptou ainda nem à Liga nem ao clube em si.

Não acredito no entanto que seja um "flop", muito pelo contrário. As qualidades principais que ele mostrava no Benfica era a sua envergadura física, o facto de ser possante e conseguir transportar a bola por vários metros sem conseguir ser travado, pelo menos de forma legal e o seu pontapé fostíssimo. O seu principal defeito era o passe. E o que é que é das coisas mais importantes na forma de jogar do Bayern? Exatamente, a posse de bola.

Para além disso, a concorrência que o Renato tem pela frente é enorme, tendo Arturo Vidal e Thiago Alcántara pela frente, enquanto que no Benfica havia Pizzi, que este ano passou da ala para o meio.

Caso não achassem que ele fosse craque, nunca na vida ele teria sido um pedido expresso de dois treinadores de topo, como são Carlo Ancelotti e José Mourinho, e muito menos nos objetivos que constam no seu contrato, não teria a entrada para o onze ideal da Fifa e a nomeação para o Balon D'or e duvido que seja para não pagar ao Benfica, dinheiro é o que não falta ao Bayern.

Agora o futuro de Renato é incerto, Karl-Heinz Rummenigge já afirmou que mais um ano devia ser dado a Renato para este mostrar o que vale mas o AC Milan pretende o médio a título definitivo e o mesmo já afirmou que o interesse é real e possível.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

O amor de sempre!



Desde pequena que o fascínio pelo futebol foi uma constante na minha vida, como algo inato, como se fosse o ar que respirava. Não controlava, nem controlo a necessidade que sinto de ver este desporto, às vezes serve mesmo como uma lufada de ar fresco nos momentos mais complicados. 
Como em tudo, há sempre pessoas que nos conquistam e no futebol não é diferente. Torna-se estranho até, mas a admiração que se sente por determinados jogadores, faz-nos sentir que já o conhecemos desde sempre. E é exatamente sobre o meu jogador de eleição que quero falar hoje. 
Por dois motivos: pelo 26.º aniversário e sobretudo pela transferência para o colosso alemão, o Bayern de Munique. 
James Rodriguez, quem mais poderia ser?
O miúdo que se tornou um homem. Que desde cedo sonhava chegar ao Real Madrid. Que calçou pela primeira vez uma chuteiras pretas, que se entretinha a ver o Oliver e o Benji e que desde que chegou à Europa os holofotes da fama estiveram sempre direcionados para ele.  
Há coisas inexplicáveis... ainda me lembro, como se fosse hoje, num sábado solarengo de 2010, o colombiano estreava-se pelo FC Porto, num jogo de pré-época frente ao Ajax... Surpresas das surpresas marcou. E naquele dia, naquele jogo, olhei para ele e pensei: "ainda me vais dar muitas alegrias". Não me enganei... o miúdo de 19 anos começou passo a passo, jogo a jogo a conquistar os adeptos, a tornar-se uma opção para o treinador e depois de três épocas de dragão ao peito, saiu como jogador indiscutível para a Liga Francesa, para o Mónaco, clube que, inevitávelmente, brilhou.

Mas se tiver de eleger um ano na carreira do James, elegeria 2014... O ano em que Brasil recebeu o campeonato do mundo e, mesmo sem a Colômbia ter vencido, o James foi o melhor jogador da seleção e para mim, e para muitos também, o melhor jogador do mundial. Como se um só jogador carregasse às costas uma nação, com um maturidade tremenda, um verdadeiro 10. E foi aí que o mundo se rendeu a ele e permitiu que o sonho de miúdo de chegar ao Real Madrid fosse possível.

E foi nesse mesmo, depois de uma época no Mónaco, que o James se transferiu para o clube madrileno... De um modo geral a primeira época foi a mais concretizadora a nível individual, com o passar do tempo, as criticas, as especulações e a eventual falta de espaço fizeram com que o colombiano ficasse no banco. Se foi esse o motivo da transferência para Munique não se sabe, mas que tenho a certeza que ele ainda vai dar muito que falar, tenho!

Um jogador com visão, espírito de sacrifício, corajoso, ambicioso e cheio de amor à camisola de representa, só pode continuar a ter o sucesso que teve até hoje. E nunca, nunca me esquecerei de uma coisa: de ter sido ele o jogador a marcar o primeiro golo que vi no Dragão. 

Há amores que são para sempre, este é um dos meus, parabéns campeão. E que cada época seja sempre melhor.





terça-feira, 11 de julho de 2017

E já passou um ano





E já se passou um ano desde que fomos campeões europeus.

Já se passou um ano desde que eu chorava compulsivamente de tanta felicidade que estava a sentir.
Desde o ínicio que eu disse ao meu pai que íamos ser campeões europeus e ele disse que eu era muito crente. Não estávamos a jogar nada de especial e éramos a seleção dos empates, mas mesmo assim a minha fé nunca me abandonou.

Desde 2004, quando perdemos na final perante a Grécia em nossa casa que eu sabia que a nossa vez ia chegar e chegou, no dia 10 de Julho de 2016, fomos campeões da Europa e com um golo da personagem mais improvável de sempre, o Eder.

Ainda é hoje o dia que fico emocionada com as imagens do Euro 2016, fico emocionada com a música escolhida que por vezes passa na rádio, ainda tudo parece um sonho, a verdade é que já se passou um ano e eu contínuo sem acreditar.

No ano passado estava eu nas urgências do hospital ansiosa que eles se despachassem porque queria ver o jogo, mas a verdade é que fiquei lá, na zona da pediatria, a ver o jogo no computador.

No momento do golo não pude gritar por causa das outras crianças mas pude pular e chorar de tanta felicidade. Os enfermeiros pintados de verde e vermelho percorriam aquele hospital a gritar e a festejar.

Foi uma maneira diferente de festejar. Óbvio que preferia ter estado na rua, a festejar com o resto dos portugueses que como eu, não conseguiam conter as suas emoções mas também foi engraçado.

Festejou-se pelo mundo e achem injusto ou não, os campeões da Europa somos nós. Infelizmente não conseguimos vencer a Taça das Confederações mas não podemos ter tudo.

Agora o nosso pensamento é só um, que venha o Mundial.



Bárbara Pereira