terça-feira, 16 de agosto de 2016

Ou sim, ou sopas

Se há coisa que me aborrece é pessoas que não sabem o que querem. Agora sim, agora não, amanhã talvez. E muito mais me tira do sério quando falamos de pessoas importantes. Neste caso, jogadores de futebol. E há um em particular que actualmente parece mesmo não saber o que quer. 
Ora sai, e sai de vez, ora entra e fica por amor. 

Não percebo. Juro que já tentei e não consigo. Sim, é lixado perder duas finais, sim, tu actualmente tens o estatuto de melhor jogador do mundo e falhas o pênalti decisivo. Sim, é muito mau  quando o teu maior rival na corrida à bola de ouro acaba de ganhar um Europeu. Europeu esse que perdeu há 12 anos atrás. 

Sim, tudo isso é mau. Sim, eu percebo isso tudo, mas a verdade é que há aqui que haver alguma coerência. E não há coerência quando vejo que o Messi agora regressa à selecção argentina por "amor ". 

Sim, é o país dele. Sim, é uma das melhores seleções do Mundo, mas onde é que esteve esse "amor" todo quando ele decidiu fazer a birra que fez na copa América? 

 "Ah sim , mas ele perdeu. E perdeu pela segunda vez consecutiva! "
"Oh Mariana não sejas assim só porque a nível pessoal não gostas dele e preferes o Ronaldo. " 

Não se trata de preferir um ou preferir outro. Trata-se de coerência e é disso que tenho estado a falar. Alguém já imaginou o que é que acontecia se o Cristiano tivesse decidido sair da selecção quando depois da Final de 2004 ainda fomos perder nas meias em 2008? 

Já alguém imaginou o Cristiano a dizer que ia ser porque era "tempo de dizer adeus " e depois dizer "Ah não, agora vou voltar. Não aguento com saudades e volto por amor " POR FAVOR!
Onde estava o amor quando ele decidiu sair?
Onde estava o amor quando o Messi que é o melhor do mundo decidiu que ia deixar de ser associado a uma selecção que perdeu duas finais consecutivas ? A selecção "perdedora" que é a Argentina.
O Cristiano também não se foi embora e não virou costas quando fomos humilhados no Brasil pois não ? 

Essa é a diferença de "amor " que existe. Porque se é para ser é para ser sempre. Não é só quando se ganha. 


Mariana Cordeiro Ferreira