quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Para ficar na história


Hoje vou falar dele. Daquele que para mim é o melhor do mundo e o melhor de sempre no futebol português. Se não concordarem comigo aconselho a não passarem deste primeiro parágrafo. 

Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, 31 anos. 21 títulos em 15 anos de carreira nas principais equipas por onde passou, uma série de recordes, uma série de troféus, de medalhas, de golos e de humildade. 

Este homem ficará marcado para sempre na história do futebol mundial, este homem é português, este homem é o primeiro, o primeiro, a conquistar um Mundial de clubes, um Europeu, uma Liga dos Campeões e uma Bola de Ouro no mesmo ano! Espero sinceramente que toda a gente que gosta de futebol tenha a noção da importância disto mesmo. 

Escrevo sobre o Cristiano com um sorriso na cara e o coração cheio, não fosse eu Sportinguista. Sim, eu sei que existem muitos sportinguistas que preferem o Messi, mas eu cá sou fiel, lamento. Este homem é fruto de uma das melhores escolas de formação do Mundo e eu não poderia estar mais orgulhosa disso. É leão, mas é português acima de tudo, e aqui não está em causa se quem o acha o melhor do mundo é do Sporting, do Porto, do Braga ou até do Tondela. 

Sei que existe muita gente que acha que por ele ser português, ou por ele ter começado a carreira em Alvalade, que todos somos obrigados a gostar dele. Não é verdade. Para mim é uma questão de gostar de futebol, de ter olhos na cara e de ver que este homem é surrealmente bom naquilo que faz, da mesma maneira que o é o Messi. 

Mas eu prefiro o Cristiano, porquê? Não, não me vou repetir e dizer que é por ele ser português ou por ele ser do Sporting, vou falar-vos de forma imparcial agora. Prefiro o Cristiano porque para mim tem muito mais valor uma pessoa que se esforça, que é o melhor do Mundo, sabe que é o melhor do Mundo e ainda assim é o primeiro a chegar ao treino e o último a sair. 

Ao contrário do Messi, que tem um dom que nasceu com ele, para ser o que é hoje, este homem teve de se esforçar, de transpirar, de treinar, de querer, e de, acima de tudo, não desanimar e não deixar de acreditar que seria capaz de o atingir. 

Ele é a personificação do sonho daqueles que se esforçam, mas que muitas vezes acabam por ser ultrapassados por outros que têm esse tal dom. Ele não desistiu, ele lutou e continua a lutar todos os dias por ser melhor do que ele próprio e é isso que para mim vale mais do que um talento fora de série, 

Quanto a mim, o que me anima é que daqui a uns anos, vou poder dizer aos meus filhos que vi o melhor de sempre começar, jogar, marcar e que ele é, e será sempre, insubstituível. Porque quando há diamantes, as moedas de ouro perdem o valor. 



Mariana Cordeiro Ferreira