domingo, 22 de janeiro de 2017

As saudades


Nem que fossem 50 Euro Milhões estes dois da fotografia acima deixavam de me fazer falta. A mim e a todos, a mim e aos adeptos, a mim e ao Sporting. 

Tenho saudades de os ver em campo, tenho saudades de os ver abrilhantar o meio campo e o ataque, tenho saudades de o ver assustar defesas e guarda-redes, tenho saudades deles. 

Eles que se foram embora, mas que continuam a fazer falta. E digo-vos que por muitos campeonatos que possamos ganhar sem esta dupla presente no onze inicial, eles vão continuar sempre a fazer parte deste Sporting que voltou  a ser o que era há muitos anos atrás, com muitos altos e baixos, mas com a certeza de que o símbolo que se carrega ao peito estava traçado no destino. 

Eu tenho saudades deles e sei que ele também têm nossas, eles sentiram os rugidos nas bancadas, eles sentiram o que é estar em sintonia com as bancadas, eles sentiram o que é ser do Sporting como nós o sentimos desde sempre e todos os dias. 

Eu tenho saudades de ver o trio que o João fazia com o William e com o Adrien, chamem-me exagerada, mas estes para mim são (ou eram) os 3 novos violinos do século XXI em Alvalade. Tenho saudades de ver o João pôr a cabeça em água aos médios da equipa contrária e de o ver a assustar as bancadas nos estádios que visitávamos quando ele chegava perto da grande área. 

Tenho saudades de ver a trapalhice inicial que o Slimani tinha, tenho saudades de o ver chateado por a bola ter saído ao lado, tenho saudades de o ver a zangar-se com os extremos ou com os laterais quando o cruzamento chegava atrasado , tenho saudades de o ver contra o Ederson ou contra o Júlio César, mas principalmente, tenho saudades de ver o pânico que ele causava ao Casillas num Clássico, tenho saudades de o ver marcar com a cabeça, com o calcanhar ou num remate que ele próprio nem percebeu como fez. 

Tenho saudades deles, no campo, a marcar ou a dar o golo, a fazer o cruzamento ou a cabeçada que dava o golo da vitória e por muitos que apareçam depois, estes dois são e serão sempre uma das partes mais importantes desta família que veste, sente e respira, sempre em verde e branco. 


Mariana Cordeiro Ferreira