quinta-feira, 30 de março de 2017

Só peço para o meu coração aguentar!




Sábado joga-se o campeonato... o resultado vai ser muito importante para as contas do campeonato, mesmo que matematicamente não seja decisivo. É dia do coração voltar a bater - isso assusta-me - vai ser um jogo de nervos do primeiro ao último minuto e vai ser difícil controlar as emoções. E é claro que os minutos de compensação entre o FC Porto e o SL Benfica têm sempre muito que se lhe diga... a uns deu um empate a outros um campeonato, os anos passam mas o 92 vai acontecendo... com ou sem o Kelvin.


O estádio por si só já intimida, clubismos à parte, o ambiente é notável e o apoio também, mas certo é que já há muito tempo que não se via a ligação que se tem visto com a claque e jogadores do FC Porto. Pelo menos sabe-se que apoio não vai faltar, dentro e fora do estádio.


É um jogo de nervos e de ansiedade, às vezes quem joga melhor não vence e vai ser muito importante saber lidar com a pressão. Ambas as equipas vem de um empate, é importante voltar às vitórias. É na Luz, isso por si só é importante, o fator casa conta muito, mas nem sempre. O FC Porto também sabe o que é vencer lá, até sabe o que é ser campeão com as luzes apagadas e o sistema de rega ligado.

Mas este não é só mais um jogo, não é só o clássico, é bem mais que isso, não estivessem os dragões há mais de 400 dias sem chegar ao lugar cimeiro da liga. Mas pior que isso são os anos sem erguer um troféu... quatro anos sem vencer, quatro anos de desilusão, angústia e, principalmente, incompreensão. Definitivamente não se compreende como é que uma equipa cheia de títulos, vitórias, jogadores de renome, não consegue voltar a vencer. O dinheiro não compra tudo. E há alturas em que a força, a coragem e vontade valem mais. 

Vai ser um jogo impróprio para cardíacos, e acredito seriamente que tem tudo para surpreender. De um lado está o campeão, mas o ano passado também estava e o FC Porto soube vencer, que sábado seja mais do mesmo. Que seja o inicio de um novo ciclo, dos fracos não reza a história. 



Filipa Mesquita