quinta-feira, 29 de junho de 2017

Ai Portugal, já não sabemos perder...



Comprometi-me a escrever este texto antes mesmo do jogo entre Portugal e o Chile começar... algo me dizia que a esta hora estaria a festejar e as palavras esboçariam o meu sorriso. Enganei-me, enganei-me redondamente. Enganei-me da mesma forma que o Fernando Santos se enganou na gestão da equipa.

Não estou com isto a culpar ou a criticar quem nos levou ao auge das conquistas, mas tenho de ser realista, aliás temos todos. Hoje perdemos, perdemos bem e perdemos de uma forma complicada de aceitar. Nos penaltis? Sem marcar uma única grande penalidade? Sinceramente até prefiro ver isto como mérito do Bravo do que demérito de quem falhou, mas sabemos que não é assim.

Tenho ouvido algumas coisas caricatas como: "a Taça das Confederações não é uma competição prestigiada"; ninguém vê, só serve para tirar tempo de férias aos jogadores..." - mas deixem-me que vos diga, quem gosta de futebol vê sim, não é menos importante por não ser mediatizada. É uma competição e todas as competições em que participamos são para ganhar. Neste momento e daqui para frente a nossa meta, os nossos mínimos, o nosso objetivo é apenas um: a vitória - seja num jogo de preparação, num jogo de qualificação, num campeonato da Europa, do Mundo ou numa taça das confederações. Se entramos em campo, se vestimos a camisola nacional, se carregamos o símbolo ao peito, vencer é o mínimo que se pode exigir.

Caramba, mas quem é que são os campeões da Europa? Quem é que venceu um campeonato da Europa de forma inacreditável? Contra todas as expectativas e prognósticos? Somos Portugal, o país pequeno que chegou a Paris e fez com que a Torre Eiffel se vestisse de vermelho e verde.

Não foi só um jogo, não foi só uma derrota. Portugal é mais do que isto, os jogadores valem mais do que mostraram e o treinador consegue ter uma visão melhor.

Mas no fim de tudo Portugal ainda é e continuará a ser o Campeão da Europa, o país que fez bater 11 milhões de corações. 




Filipa Mesquita