quarta-feira, 12 de julho de 2017

O amor de sempre!



Desde pequena que o fascínio pelo futebol foi uma constante na minha vida, como algo inato, como se fosse o ar que respirava. Não controlava, nem controlo a necessidade que sinto de ver este desporto, às vezes serve mesmo como uma lufada de ar fresco nos momentos mais complicados. 
Como em tudo, há sempre pessoas que nos conquistam e no futebol não é diferente. Torna-se estranho até, mas a admiração que se sente por determinados jogadores, faz-nos sentir que já o conhecemos desde sempre. E é exatamente sobre o meu jogador de eleição que quero falar hoje. 
Por dois motivos: pelo 26.º aniversário e sobretudo pela transferência para o colosso alemão, o Bayern de Munique. 
James Rodriguez, quem mais poderia ser?
O miúdo que se tornou um homem. Que desde cedo sonhava chegar ao Real Madrid. Que calçou pela primeira vez uma chuteiras pretas, que se entretinha a ver o Oliver e o Benji e que desde que chegou à Europa os holofotes da fama estiveram sempre direcionados para ele.  
Há coisas inexplicáveis... ainda me lembro, como se fosse hoje, num sábado solarengo de 2010, o colombiano estreava-se pelo FC Porto, num jogo de pré-época frente ao Ajax... Surpresas das surpresas marcou. E naquele dia, naquele jogo, olhei para ele e pensei: "ainda me vais dar muitas alegrias". Não me enganei... o miúdo de 19 anos começou passo a passo, jogo a jogo a conquistar os adeptos, a tornar-se uma opção para o treinador e depois de três épocas de dragão ao peito, saiu como jogador indiscutível para a Liga Francesa, para o Mónaco, clube que, inevitávelmente, brilhou.

Mas se tiver de eleger um ano na carreira do James, elegeria 2014... O ano em que Brasil recebeu o campeonato do mundo e, mesmo sem a Colômbia ter vencido, o James foi o melhor jogador da seleção e para mim, e para muitos também, o melhor jogador do mundial. Como se um só jogador carregasse às costas uma nação, com um maturidade tremenda, um verdadeiro 10. E foi aí que o mundo se rendeu a ele e permitiu que o sonho de miúdo de chegar ao Real Madrid fosse possível.

E foi nesse mesmo, depois de uma época no Mónaco, que o James se transferiu para o clube madrileno... De um modo geral a primeira época foi a mais concretizadora a nível individual, com o passar do tempo, as criticas, as especulações e a eventual falta de espaço fizeram com que o colombiano ficasse no banco. Se foi esse o motivo da transferência para Munique não se sabe, mas que tenho a certeza que ele ainda vai dar muito que falar, tenho!

Um jogador com visão, espírito de sacrifício, corajoso, ambicioso e cheio de amor à camisola de representa, só pode continuar a ter o sucesso que teve até hoje. E nunca, nunca me esquecerei de uma coisa: de ter sido ele o jogador a marcar o primeiro golo que vi no Dragão. 

Há amores que são para sempre, este é um dos meus, parabéns campeão. E que cada época seja sempre melhor.