terça-feira, 1 de agosto de 2017

A inflação do futebol moderno


Se antigamente com 30 milhões de euros o Barcelona contratou Ronaldinho Gaúcho ao PSG, atualmente 30 milhões não chegam para garantir um jogador de topo.

Jogadores como Neymar, Mbappé ou Dybala, alguns dos nomes mais sonantes deste mercado, estão à venda por 200 milhões de euros ou até mais.

O futebol está cada vez mais desvirtualizado, tanto pelas novas "modernices" como o vídeo-árbitro que por vezes tiram a emoção ao jogo, mas também pela discrepância entre os clubes e campeonatos.

Enquanto que antes os protagonistas máximos eram os jogadores, atualmente são os empresários e a sua sede por dinheiro que abrem as manchetes dos jornais.

Se antes a competição era apenas dentro de campo, atualmente a competição é ver qual dos clubes vendeu mais caro.

Se antigamente via-se quem era o melhor jogador pelas suas qualidades futebolísticas, agora é em quem ganha mais.

O futebol agora deixa-se governar pelo dinheiro. Jogadores adorados pelos adeptos passam a ser tratados como "peseteros" porque preferem abandonar o clube em troca de dinheiro.

O caso mais recente é o de Neymar. 222 milhões de euros é quanto os tabloides dizem que o PSG irá pagar para ter o jogador brasileiro.

Adorado pelos catalães, é agora apelidade de "pesetero" pois para além de querer trocar o Barça pelo PSG em troco de dinheiro, as suas atitudes imaturas perante colegas de equipa dizeram os adeptos achar que este está a forçar a saída e, por muito mais bom jogador que ele seja, preferem que ele saía a tê-lo contrariado na equipa.

O futebol encontra-se intoxicado de tantos empresários a tentarem sacar o máximo de dinheiro dos clubes e a fazerem a cabeça a jogadores para que estes forcem a saída para ganharem mais algum.

A inflação do futebol é cada vez mais real e aflige quem ama o futebol, pois este deixou apenas de ser um desporto para ser um negócio.