sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

2017: O ano em que nos despedimos de Adrien Silva



O ano que passou foi rico em emoções para o clube de Alvalade mas nenhuma dessas superou a despedida do capitão Adrien Silva. Depois de 15 anos de camisola leonina, o luso-francês decidiu rumar a Inglaterra, perspectivando um futuro melhor.

É um dos jogadores que deixa mais saudade. Já era hábito ver o meio campo vestido da sua classe e  postura e, por muito que perceba que um jogador tem de seguir o seu próprio caminho, não posso deixar de ficar triste pela sua ida.

Felizmente deixou um substituto à medida. Bruno Fernandes tem representado excelentemente o meio campo leonino mas não deixa de não ser o próprio Adrien Silva.

Nascido de pai português e mãe francesa, iniciou-se nas escolas infantis do Bordéus mas, aos 13 anos, quando se mudou para Portugal, a formação do Sporting cativou-o e foi lá que permaneceu até ao dia em que se transferiu para o Leicester. Um atraso de 14 segundos impediu-o de jogar até ao presente mês mas já alinhou pelos londrinos no passado fim-de-semana.

Recordarei para sempre a sua despedida em lágrimas, a 2 de Outubro de 2017. Adrien nunca foi de mostrar as suas emoções mas os seus olhos mostravam claramente a dor de abandonar aquela que foi a sua casa durante alguns anos. Sítio onde foi feliz e cresceu como jogador. Sítio onde foi adorado e respeitado por milhões de adeptos e companheiros.

Resta-me desejar-lhe a melhor das sortes e esperar que um dia volte a casa. Será certamente muito bem recebido, à semelhança de todos aqueles que honraram as cores do nosso clube. Adrien Silva é um símbolo de garra, ambição e talento. É, sem dúvida, feito de Sporting.


Beatriz Manaia