quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Um amor à camisola que vem de dentro




O amor à camisola é algo cada vez mais raro no desporto, mas sobretudo no futebol.Nos dias de hoje é raro vermos um jogador que envergue apenas uma camisola a vida toda. Porque, por muito que os jogadores joguem por amor e paixão ao símbolo que trazem ao peito, há sempre aquele momento em que sentem a necessidade de mudar e de encarar novos desafios. 

E apesar de perceber, sinto um vazio e uma tristeza profunda , quando vejo um ídolo sair.  

Como sportinguista, confesso que no passado verão chorei quando vi o nosso capitão Adrien Silva sair. Chorei por ser um dos meus jogadores favoritos, chorei porque apesar de perceber a decisão dele, eu ia sentir a falta de o ver puxar pela equipa, pelos adeptos, no fundo a falta de sentir toda a garra e paixão pelo clube que ele demonstrava cada vez que envergava a verde e branca. 

No entanto, não posso deixar de confessar que é um orgulho muito grande quando vejo um jogador da nossa formação brilhar lá fora. Sinto-me babada por ver o mundo reconhecer-lhes o talento, e dar-lhes o valor que eles merecem. 

Ver jogadores como o Cédric, o João Mário, o Eric Dier, o Cristiano Ronaldo e o próprio Adrien Silva a espalharem magia por esses relvados fora deixa-me embebecida. E deixa-me ainda mais orgulhosa perceber que todos eles estão eternamente agradecidos ao Sporting, e acompanham os nossos jogos sempre que podem. Nesse sentido, sou a primeira pessoa a defendê-los sempre que um jogo lhes corre mal, ou estejam a atravessar um período menos bom. 

Olhando agora para o nosso plantel atualmente deixa-me também embebecida ver jogadores como o Rui Patrício, o William Carvalho, o Gelson Martins ou o Podence brilhar de leão ao peito. Pois são jogadores que lutaram muito ao longo de toda a formação para hoje conseguirem realizar o sonho de jogar na equipa principal. E apesar de gostar de todos os jogadores do plantel confesso que estes têm um brilho especial. 

Pois são eles, que cada vez que chega alguém novo à equipa lhe mostram e transmitem todo o amor e mística que o clube têm, porque são eles que transmitem o significado do leão rampante que vão trazer ao peito. 

Por isso espero que o amanhã seja risonho, e num futuro próximo possamos ver brilhar jogadores como o Francisco Geraldes, o Matheus Pereira, o Luís Maximiano, o Rafael Leão, o Daniel Bragança ou o Diogo Brás. Jogadores de geração diferentes, mas que em comum têm o amor e a crença de conduzir o Sporting a grandes conquistas e grandes feitos. 

Cristiana Ribeiro Pina