quarta-feira, 21 de março de 2018

Exige-se tanto e valoriza-se tão pouco!


22 anos. 38 milhões. 
Pensei e repensei muito antes de escrever este texto, mas era inevitável não falar do André Silva hoje... O jogador que se afirmou no FC Porto, num ano em que não havia soluções para o ataque. Que resistiu à pressão da fama, que tentou, de diversas formas, retribuir a confiança dos treinadores... O jogador que tanto vai fazendo para além dos golos, mas que é constantemente criticado.

Mas esquecem-se, esquecem-se todos que tem apenas 22 anos. 22. E tanto para crescer, para evoluir, para aperfeiçoar. Tem uma infinidade de tempo para se tornar num jogador melhor, mais consistente. Custa-me a crer em todas as criticas. 

A época no Milan, por si só, não está a ser fácil. A adaptação não foi a mais rápida, os momentos oscilantes do clube em nada ajudam, mas a verdade é que chamado a ajudar não falhou.
Na fase de grupos da Liga Europa foi o melhor marcador... chama-se sorte? Não, chama-se trabalho!
O 1º golo no campeonato italiano aconteceu só em março, mas em dois jogos seguidos foi o jogador que deu os três pontos à equipa. Em momentos cruciais o André diz presente. Cala os críticos. Mas valorização, essa, nem vê-la.

Ser ponta-de-lança é ingrato. Se não marca é péssimo, se marca é porque só faz aquilo que lhe compete. E mérito ninguém dá?
O André é muito mais do que um avançado, é um jogador capaz de recuar no terreno, de ajudar a defender e de galgar metros para se posicionar no sitio certo. É verdade que precisa de evoluir muito. A nível técnico, tático e mental, mas a essência, essa, está lá.

Em ano de mundial, é aguardar para ver o que faz o jogador que forma a melhor dupla com o melhor do mundo.