sexta-feira, 25 de maio de 2018

Juventus: A magia no adeus do mágico

Falar no campeonato italiano é falar, inevitavelmente, da Juventus. Não há como negar a hegemonia da "velha senhora" que, aos poucos, não só conseguiu conquistar a Itália como a Europa. Uma equipa com um estilo próprio e irreverente. Pragmática na forma de pensar o jogo, de o impor sem se expor. Uma equipa que sabe esperar pelo erro do adversário para vencer, que defende de forma irrepreensível e se posiciona com toda a inteligência necessária. Características indispensáveis para uma equipa que nos últimos sete anos venceu sete campeonatos. Um recorde. Um feito inédito. 

A Juve, apesar de não ter começado a temporada da melhor maneira, conseguiu, mais uma vez acabar da melhor forma. Mas começamos pelo inicio...

Em Agosto, a Juventus perdeu a supertaça para a Lazio. Foi o primeiro erro, o primeiro passo em falso, o primeiro sinal que as coisas podiam não ser tão brilhantes. Mas dos fracos não reza à história e o desfecho foi o mesmo de sempre, com o único percalço a ser o mesmo do ano passado: a Liga dos Campeões. 

Na liga milionária foi, novamente, diante do Real Madrid que a Juventus caiu. Desta vez nos quartos-de-final, numa eliminatória atipica. Depois de perder em casa, por 3-0, contra os merengues, os italianos foram audazes e perderam por 3-1 no terreno madrileno, num jogo polémico. Ainda assim, e e independentemente de todos esses pormenores, foi mais um ano em que ficaram aquém das expetativas.

Mas no entanto a nível interno não podia ser melhor. Para além da conquista do campeonato italiano, a Juventus também venceu a Taça de Itália diante do AC Milan, por 4-0. Conseguindo, pelo quarto ano consecutivo, a dobradinha. 

Numa época especial, sobretudo pela despedida da grande referencia do clube: Buffon. O mágico das balizas despediu-se da sua equipa, num adeus emotivo, digno de um verdadeiro campeão. 





Filipa Mesquita