sábado, 16 de junho de 2018

Fazes-nos sonhar, Ronaldo!


Começámos o Mundial como estava previsto: a empatar. Aliás, creio que essa começa a ser a nossa imagem de marca. Não ganhamos é verdade, mas, porra, também não há quem nos ganhe!
Sem querer entrar em euforias, acredito que está dado o primeiro passo para conquistarmos o Mundo. Contra todas as probabilidade, a Europa foi nossa e agora resta-nos sonhar com mais.


"Não somos favoritos, mas somos candidatos", palavras do melhor jogador do mundo, depois de um hat-trick. Soubesses tu, Ronaldo, o quanto fazes este povo sonhar.

Antes de falar do jogo de ontem, queria só fazer um pedido. Se possível, coração, tenta aguentar até ao fim do campeonato do mundo. Depois de todas as paragens cardíacas que tive no primeiro jogo, não sei se serei capaz de aguentar outro igual. Mas a verdade é que é típico do povo português sofrer até ao fim. 

O duelo ibérico era um dos grandes jogos desta fase de grupo e não desiludiu. Que jogo atípico! O campeão da Europa defrontou um favorito à conquista do Mundial e não é que soube bater-se à altura. Dizem por aí que o país à beira mar plantado começa agigantar-se pelo mundo fora. Dizem e dizem bem!


Portugal começou de forma imperial o jogo. Aos quatro minutos, Ronaldo abriu o ativo, na marcação de uma grande penalidade que o próprio sofreu. Bola para um lado, De Gea para o outro - e estava feito o primeiro. No entanto, os nossos hermanos têm uma seleção fenomenal e poucos minutos depois Diego Costa repôs a igualdade. (Culpa do VAR que só vê o que quer). Mas a verdade é que a seleção espanhola pratica um futebol inteligente, sabe tirar proveito dos espaços e usa e abusa da posse de bola. Mas... de que adianta tudo isso diante de uma seleção que tem o melhor jogador do mundo? Pouco antes do intervalo, Ronaldo voltou a marcar e Portugal voltava a estar na frente.
Mas o pior estava por vir... na segunda parte, e para confirmar toda a eficácia espanhola, bastaram quatro minutos para haver cambalhota no marcador. Pela primeira vez, Espanha estava na frente do marcador e geria como queria o jogo. 


Só que em todas as histórias há um super herói e neste jogo não foi diferente. A poucos minutos do fim, quando já não parecia haver soluções para não perder este jogo, eis que Ronaldo dispõe de um livre à entrada da área. Concentração, Raça e Determinação, os ingredientes que Ronaldo usou para marcar de forma sublime um livre que deixou os espanhóis com as mãos na cabeça e os portugueses a explodir de alegria.

Todos sabemos que Ronaldo não joga sozinho, mas também é certo que carrega um país às costas. Continua a fazer-nos sonhar!  




Filipa Mesquita