sexta-feira, 1 de junho de 2018

FC Porto: quando a magia acontece

Campeões. Que sensação boa ao dizer esta palavra. O meu coração acelerado ainda não está ciente daquilo que aconteceu. A minha voz, que durante dias andou rouca, ainda se sente preparada para voltar a gritar: campeões. Não me canso. É tão bonita esta sensação. Predomina, sobretudo, um sentimento de justiça. Foi um ano que nenhum adepto do FC Porto irá esquecer... Por incrível que pareça, atrevo-me a dizer que este campeonato foi o mais importante do século, mesmo depois de termos sido bi, tri, tetra campeões em anos transatos, sem esquecer o penta, mas esse já leva uns bons anos.


Esta conquista marcou o fim de um ciclo. Um ciclo negro que durava há cinco anos. Eu sei que não são apenas os títulos que transcrevem a grandeza de um clube. Mas sei que, sem eles, nenhum clube consegue impor-se.
Pior do que não ser campeão há cinco anos, era não ganhar nenhum outro troféu, nenhuma outra competição. Mas posso afirmar que durante esse tempo o meu amor pelo meu clube aumentou de uma forma exponencial. Se era capaz de te amar incondicionalmente nas vitórias, também fui capaz de te amar mais ainda nas derrotas. Os verdadeiros adeptos vêm-se nas horas difíceis e creio que adeptos como os nossos não há.
Foi uma época bonita, muito bonita... Recordemos.
Na Taça de Portugal, os dragões perderam na meia-final diante do Sporting. Depois da vitória no dragão (1-0), a derrota em Alvalade, pelos mesmos números, levou o jogou às grandes penalidades, onde os Leões foram mais felizes. O mesmo já tinha acontecido na final four da taça da liga. Novamente com o Sporting, e novamente nos penaltis.
Na Liga dos Campeões, perdemos aos pés do Liverpool, com uma derrota caseira por 5-0, num jogo em que os adeptos deram uma prova de fidelidade. Mesmo depois da pior derrota em casa nas competições europeias, os adeptos fizeram-se ouvir em Inglaterra. O FC Porto perdeu, mas, nesse jogo, ganhou mais uma certeza: o mar azul continuava ali, independentemente da turbulência das fases.
Deixei para último o campeonato porque, como já disse, foi demasiado bonito. O FC Porto esteve praticamente toda a época no primeiro lugar da tabela e quando já levava cinco pontos de vantagem na reta final, eis que... Perde dois jogos. Duas derrotas fora e o segundo lugar à vista. Os dragões foram à luz, a poucas jornadas do fim, no segundo posto. Num jogo em que Herrera decidiu à bomba que o campeão estava de volta. Onde a inteligência tática e técnica foi evidenciada.
Neste jogos faltou a estrelinha da sorte, porque a qualidade foi evidenciada.
Depois dessa vitória, o FC Porto agarrou a liderança e consumou-a só com vitórias, foi campeão no sofá e fez a festa dias a fio. Foi justo. Foi bonito. Foi nosso.