quarta-feira, 4 de julho de 2018

As despedidas que custam mais



O Mundial Rússsia2018 está a ser marcado por eliminações e resultados imprevisíveis. Depois da eliminação precoce da campeã mundial Alemanha, na fase de grupos. Os oitavos trouxeram mais surpresas.

Rússia, Uruguai, Bélgica, Croácia, Brasil, Suécia, França e Inglaterra são as equipas presentes nos quartos.  Mas hoje eu vou falar acerca dos momentos que marcaram os oitavos. 

 A Espanha caiu nos penaltis frente à anfitriã Rússia. Um resultado inesperado, mas que demonstra o porquê do mundial ser uma das competições mais apaixonantes. Para além, do Espanha x Rússia, também o Colômbia x Inglaterra e o Croácia x Dinamarca foram decididos nas grandes penalidades.

Injusto, porque a lotaria das grandes penalidades pode cair para os dois lados, e nem sempre ganha a equipa que mais lutou e mais quis decidir o jogo. Mas é o futebol, e nem sempre o resultado é justo.

O Bélgica x Japão foi para mim o jogo mais dos oitavos.

Primeiro, porque para a maioria do público a vitória da Bélgica já era certa, e os belgas já tinham ganho antes de entrar em campo, e segundo porque os nipónicos surpreenderam-me por completo. Com estilo de jogo agradável e com as linhas bastantes subidas, a turma do Japão nunca se subjugou ao poderio ofensivo da Bélgica. Conseguiu marcar dois golos, mas depois os belgas superiorizaram-se e empataram o jogo em menos de dez minutos. No tempo de compensação a turma de Witsel e companhia foi feliz e finalizou no último minuto. Um final ingrato, para um Japão que merecia claramente mais.

Mas o futebol é assim: felicidade de um lado e desilusão do outro.

Antes de terminar não podia deixar de  partilhar convosco a tristeza de ver alguns dos melhores jogadores a partir. Iniesta despediu-se de forma inglória da Seleção Espanhola. Cristiano Ronaldo  e Messi podem ter feito o último mundial, e o meu coração está a despedaçar-se por perceber que uma das melhores gerações de sempre está a chegar ao fim. 









Cristiana Ribeiro Pina