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quarta-feira, 17 de abril de 2019

João Félix, o novo Renato


Sou Sportinguista com o maior orgulho do mundo. O Clube do meu coração formou dois melhores jogadores do Mundo e é o principal patrocinador da Selecção Nacional. É fácil começar a debitar nomes e falar de títulos conquistados por meninos formados em Alcochete, dentro e fora de Portugal, mas se começasse? Nunca mais saía daqui e o texto hoje não é sobre isso, muito menos é sobre a qualidade dos jogadores formados por nós, mas sim sobre a grande nova estrela do Benfica : João Félix. 

É verdade que nos últimos anos o Benfica se tem vindo a afirmar como escola de formação, também é verdade que há 3 anos vendeu o Renato Sanches ao Bayern de Munique por 80M€ , mas não estarão, e desculpem-me a expressão, a pôr a carroça à frente dos bois? 

O Renato saiu depois de uma época brilhante que acabou com a vitória de Portugal no Euro2016, o miúdo chegou a Alemanha  com um estatuto que muitos desejariam ter quando saíram do Campeonato português, e honestamente, já não se ouvia tanto burburinho de uma saída da luga portuguesa desde que o Cristiano tinha saído para o United. 

O Renato até jogou, não mais que uma mão cheia de vezes a titular e outras tantas como suplente utilizado, mas, sejamos honestos, já era de esperar. Ele saiu do Benfica para ir para um dos cinco melhores clubes do Mundo e não é qualquer um que sai daqui, deste cantinho à beira-mar plantado, que vai directamente para lá, e nisso ? O Renato foi o primeiro. 

Para mim, e para tantos outros, não foi surpresa nenhuma ver o Renato ser posto de lado e muito menos surpreendida fiquei quando o Renato foi considerado um dos maiores flops dos últimos anos. Chocados? Pois eu não. 

O Renato é um jogador muito bom sim, mas era óbvio que não estava preparado para sair. Saiu porque o Benfica, em particular na figura do Presidente, só viu dinheiro à frente. Não se preocupou com a condição mental e fisica do jogador e com o peso que esta saída poderia ter para um miúdo "de 18 anos", e não se preocupou também em pôr o nome da escola de formação do Benfica nas bocas do Mundo, pelas piores razões, para ele o que interessou foi o dinheiro. 80M no bolso, "o puto que se lixe! Já toda a gente conhece o Bernardo Silva e o Gonçalo Guedes, para que é que ewu e vou estar a chatear?" 

Exacto! Bonito serviço Vieira. Eu por mim, estou-me a marimbar, o nome é o vosso, a escola é a vossa, os jogadores são vossos e para dar raia vai dar para o vosso lado e não para o meu, mas o que me custa é ver que podíamos ter uma solução a médio-longo prazo para o meio-campo da Selecção, e de qualidade, e não temos. Porque o que vos interessou foi meterem dinheiro ao bolso e agora o puto mal joga. O Fernando Santos pode ser muito bom em muita coisa, mas milagres ainda não faz, e pôr em campo alguém que tem o rótulo de flop e que não tem ritmo de jogo fica muito dificil. 

Isto tudo para dizer que ao longo desta temporada e , principalmente, nesta segunda metade tenho visto a imprensa e o Benfica a pôr o Félix ao mesmo nível. Eu não tiro qualidade ao miúdo, o puto é muito bom sim, tem visão de jogo  , e há muitos, mais velhos que ele, que, não conseguem ter uma noção de posicionamento e abertura de jogo que ele tem. Ele  isso tudo, mas tem 18 anos. 

Faz capas de jornais, faz por merecer algumas (não as 400 mil dos últimos meses), mas calma com o andor que o santo é de barro amigos. Eu não tenho dúvida nenhuma de que se houver uma proposta que chegue ao ganinete do Vieira de 50M para a venda do Félix que ele manda o miúdo embora na hora. 

E não me venham com a treta de que o Rui Costa veio dizer que o Benfica não precisa de dinheiro, porque (e a não ser que tenha nascido petróleo em Carnide), não há nenhum clube que não precise, e estou a falar também de clubes estrangeiros como a Juve, o Bayern, o City.... querem que continue ? 

A nível pessoal, por mim já o podiam ter vendido por 150M que tanto me fazia, era menos uma preocupação que eu tinha quando jogasse com o Benfica, mas como amante de futebol, custa-me muito perceber que este Dejá-vu que todos estamos a ter, vai ter o mesmo final e eque se vai estragar a carreira de alguém que tem tudo para ser muito bom. 

E já que falámos em capas de jornais do Félix e do Renato, termino com um pergunta: Face às capas que fazia na imprensa Nacional e Internacional, desde que saiu do Benfica quantas capas teve o Renato? 



Mariana Cordeiro Ferreira 

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Bruno, este é para ti


Esta semana o blog está por minha conta e não poderia nunca, deixar passar o momento de ter 3 textos por minha conta e não escrever para aquele que é o meu Capitão, o meu médio de sonho e o médio mais goleador da Europa. Este texto hoje é escrito como se tu pudesses ler Bruno Fernandes e espero, sinceramente, que se isso acontecer, gostes do que vais ler por aqui. 

Um obrigada para ti já não chega. Não é suficiente e não faz juz ao que tu tens feito em campo esta temporada. A palavra para ti ainda terá de ser inventada. 
Depois daquilo que aconteceu na Academia e do teu pedido de rescisão, ainda que tenhas voltado atrás na decisão, (e ainda bem que o fizeste!) gerou constestação. Não te estou a dar novidade nenhuma quando digo que muitos dos sportinguistas que assistiram a tudo isto te chamaram de Rato, Vendido, alguns, ainda continuam a fazê-lo, mas aos poucos e poucos tens conseguido calar tudo e todos. 
No meu caso em particular, e não te vou mentir, doeu-me ver os meus jogadores saórem, doeu sim e senti que muitos de vocês, que estiveram cá a temporada passada, abandonaram quem sempre esteve do vosso lado, mas não posso ser hipócrita ao ponto de dizer que se estivesse no vosso lugar teria feito diferente. Continua é a fazer-me muita confusão ver que muitos daqueles que hoje te chamam Rato, são os mesmos que defendem quem fez o que fez na Academia e que acham que "ainda levaram foi pouco". Chamaram-vos de mimados, vendidos, ratos, mas não se preocuparam em perceber o vosso lado. 
Ainda bem que tu e o Dost ficaram porque , como muitos disseram, esta seria a temporada do renascer do Leão e ainda bem que conseguimos contar com vocês, porque sem vocês , e principalmente sem ti, não sei em que lugar da tabela classificativa estaríamos ou  sequer se ainda estaríamos a tentar ganhar alguma coisa. 
Acho normal haver exigência de conquistas, afinal de contas somos o Sporting Clube de Portugal, mas também tem de haver consciência daquilo que aconteceu e o que levou a que chegassemos a este ponto, mas avançando e falando de coisas mais alegres. 
Bruno, tu tens a consciência que neste momento és o pilar principal do futebol verde e branco não tens ? Tu tens a noção que é graças ao teu esforço e ao teu trabalho, em conjunto com todos os outros jogadores, que podemos dizer que mesmo estando numa fase muito má temos um terceiro lugar merecido ? Tu tens a percepção que eu e muitos estamos com medo do mercado porque sabemos que é bem provável que tenham dinheiro mais do que suficiente para te vir buscar ? 
É certo, tu não enches capas de jornais como o João Félix, mas também não precisas. O teu trabalho pode ser visto em campo todas as semanas e ao longo de 90 minutos consecutivos. 
E os golões Bruno ? Onde é que tu aprendeste a marcar assim ? Eu acompanhei parte da tua carreira em Itália, mas calma. Tu tens de ensinar a arte de rematar forte, e colocado, a alguns pontas de lança e avançados desta vida, porque acredita, é de babar! E isso é uma arte. 
Para terminar, e porque o texto já vai longo, não vou agradecer ao Cintra, ao Varandas ou ao Bruno de Carvalho por te ter ido buscar. Vou agradecer-te a ti. Por mostrares o que é jogar com garra, com amor à camisola, jogar esforçado, cansado, lesionado, levar uma equipa inteira às costas e mesmo assim nunca desistir. Dia 25 de Maio, voltamos ao Jamor e desta vez vão existir lágrimas sim, mas de alegria. Porque aquela taça é nossa e nós vamos fazer a dobradinha e calar tudo e todos, muito graças a ti. Obrigada, mil vezes obrigada por estares connosco e por mostrares todos os dias que pode não se nascer Leão, mas uma vez Sporting , Sporting para a vida inteira. 


Mariana Cordeiro Ferreira 

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Como é possível viver num mundo onde Dybala é "dispensável"?




Paulo Dybala tem sido uma das estrelas da Juventus nas últimas temporadas, porém a vinda de Cristiano Ronaldo para o hexacampeão italiano pode ter alterado os acontecimentos. 

Nas últimas semanas tem surgido rumores de que a Juventus pretende usar o argentino como moeda de troca para contratar jogadores este verão; e que o jogador também não estaria contente por ter perdido o protagonismo na equipa e que via com “bons olhos” uma possível saída. É também do âmbito geral que o jogador tem sido muitas vezes preterido do onze titular em jogos importantes, o que já alertou  os vários colossos europeus. 

Liverpool, Bayern de Munique, Barcelona e Atlético de Madrid são alguns dos clubes que já demonstraram interesse em adquirir os serviços do craque argentino. Contudo, espero que a Juventus repense a sua posição quanto a Dybals, porque o avançado é um jogador que qualquer equipa precisa.

Um jogador com uma visão de jogo acima da média, com muita facilidade em “driblar” os adversários e criar linhas de passe. É rápido, criativo e forte no “um contra um”, e apesar de estar mais afastado das opções iniciais é um dos melhores marcadores da equipa italiana na Liga dos Campeões, tendo os mesmos golos que Cristiano Ronaldo.

Por isso mesmo, deixa-me profundamente chateada ler por aí que ele “é dispensável e que a Juventus precisa de melhores jogadores”. Eu concordo que Juventus precisa de renovar a equipa, mas para isso não precisa de dispensar os bons jogadores. É verdade que a equipa tem jogado muito pouco nos últimos jogos, e tem ficado muito aquém daquilo que toda a gente esperava dela, mas acreditem que o Dybala é quem menos culpa tem. 

Paulo Dybala dispensa apresentações, e apesar dos seus 25 anos já tem no currículo uma extensa lista de títulos conquistados pela La Vecchia Signora: 3 ligas italianas, 3 taças de Itália, 2 supertaças e ainda uma serie B Italiana conquistada ao serviço do Palermo.
Cristiana Ribeiro Pina 

segunda-feira, 8 de abril de 2019

O ponto de situação


Já não escrevia por aqui há tanto tempo que nem sei muito bem por onde começar. Primeiro pensei que poderia ser uma boa ideia falar sobre a Champions, está aí à porta e são muito bons os jogos que nos vão colar ao ecrãn do primeiro ao último minuto. 

Depois lembrei-me de falar da Liga Europa, mas de equipas portuguesas só lá está o Benfica, que, na minha modesta opinão, não vai durar muito mais tempo. Mas acabei por decidir pegar no Campeonato e nas Taças para falar do ponto de situação do meu clube do coração.
Está quase a fazer um ano que um dos dias mais negros da história deste clube aconteceu. Ainda é dificil para mim definir o que senti naquele dia, tentar expressar aquilo que as lágrimas que caíam queriam gritar. Mais raiva me dá ainda ver que muitos sportinguistas ainda são apologistas do "Deviam ter levado era mais" .
Vamos perceber de uma vez por todas que aquilo que aconteceu é intolerável a todos os niveis, e quem tem a opinião de que aquilo que aconteceu é normal pode sentir-se convidado a sair, quer deste texto, quer do blog. Lamento, mas para quem é besta, eu sou besta e meia. E não me venham também com a história de que foram os jogadores que provocaram na saída do jogo do Marítimo, que isso não serve de justificação para nada. 
Avançando.... Estava eu a dizer que está quase a fazer um ano, e se por um lado sinto que já passou muito tempo, por outro lado sinto que devo ficar orgulhosa de ter recuperado tão bem desse mesmo acontecimento. 
Actualmente o Sporting é Bi-Campeão de Inverno, está na Final da Taça de Portugal e tem, na teoria, o terceiro lugar do Campeonato mais do que seguro e conseguiu aos poucos recuperar a essência que tanto o caracteriza.
Ainda assim, ainda falta muito pra chegarmos onde temos de estar e como já tinha dito no Sporting 160, a "desculpa" da Academia neste momento já não faz sentido. Até porque tirando Bas Dost, Mathieu, Coates, Acuña e Bruno Fernandes (creio que são só estes porque honestamente não me recordo de mais nenhum ) todos os que lá estavam ou rescindiram, ou foram mandados embora pelo nosso querido conselho intermédio e estes meninos são os que nos tem ajudado mais até agora.
A Academia foi um acontecimento trágico sim, achámos que nunca íamos recuperar, mas a verdade é que se pensarmos bem, atingimos algo muito bom numa época que já era dada como perdida muito antes de ter começado. 
Estamos longe de estar perfeitos sim, ainda há muita coisa para fazer sim, e não fosse o Bruno Fernandes eu nem sei o que seria de nós. É importante percebermos que não estamos tão mal, como muitos ( alguns sportinguistas até! ) desejavam , mas temos de ter a noção de que já lá vai quase um ano e que a academia foi algo que nunca deve ser esquecido sim, mas que tem de nos dar força para podermos continuar a lutar e atingir o titulo que nos escapa há quase 18 anos. 
Mariana Cordeiro Ferreira 

sexta-feira, 5 de abril de 2019

FC Porto vs Sporting: Repetição ou vingança?



A época aproxima-se da reta final, mas ainda há muitas coisas por decidir... uma delas é a Taça de Portugal. FC Porto e Sporting são os dois finalistas e vão medir forças no dia 25 de maio, no Jamor. As expectativas são elevadas, mesmo que não haja favoritos claros. Há mais de uma década que não havia um duelo de "grandes" na final da prova rainha. E mesmo que seja uma competição diferente, esta época é a segunda vez que dragões e leões medem forças. A primeira aconteceu em janeiro, para a Taça da Liga, num jogo em que o Sporting venceu no desempate por grandes penalidades, depois do empate a um golo no tempo regulamentar. Agora, a história pode ser outra. 

As duas equipas atravessam fases distintas nesta altura da temporada... o FC Porto ainda luta pelo campeonato e ainda está na Liga dos Campeões. Do outro lado está o Sporting, que vê na Taça de Portugal a hipótese de salvar uma época atribulada. 

Os portistas tiveram uma temporada mais regular, mais tranquila e muito melhor sucedida, ainda assim, nesta fase, começa acusar algum cansaço. Lesões e desgastes físicos têm sido uma constante e nesta altura podem ser cruciais. As exibições começam a ser precárias e as soluções nulas...
Os leões, que já não têm tantas preocupações, têm mais tempo de descanso e podem dedicar-se em exclusivo à Taça de Portugal apesar de ter aspirações a garantir, pelo menos, o terceiro lugar. No entanto é uma equipa que continua muito dependente do Bruno Fernandes - o homem que dá vitórias. 

Certezas há poucas... conseguirá o FC Porto vingar-se da final perdida ou Sporting agarrará a segunda taça esta época?

Filipa Mesquita 

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Sporting vs Benfica: que comece a festa da taça





O Sporting e o Benfica vão encontrar-se esta quarta-feira pela quarta vez nesta temporada. O jogo em causa é a segunda mão da meia final da Taça de Portugal, onde o Benfica está em vantagem após ter vencido por 2-1, na Luz.

Apesar da vantagem encarnada a eliminatória está em aberto, e a jogar em casa o Sporting tudo fará para marcar novamente presença na final. Bruno Fernandes é o jogador em quem os adeptos leoninos depositam todas as suas esperanças. Bas Dost continua lesionado e não vai a jogo. Uma ausência de peso, mesmo tendo em conta o mau momento do holandês.

 Ristovski é outra das prováveis ausências, já que o Conselho de Disciplina da Liga manteve decisão de aplicar um jogo de castigo ao macedónio.Uma decisão inacreditável e que descredibiliza ainda mais a arbitragem portuguesa. É opinião quase unimama que a expulsão foi exagerada: o jogador disputou o lance, tocou na bola e só depois no jogador do Desportivo de Chaves. O cartão amarelo era a decisão mais sensata. E ficou pior de perceber quando houve minutos depois uma entrada sobre Bruno Fernandes, que nem amarelo levou. 

Mas voltando ao que interessa, o derby. O Benfica tem uma ligeira superioridade, primeiro por ser o líder da Liga Nos e depois por estar em vantagem na eliminatória. Contudo acho que vai ser um jogo equilibrado, e onde ambas as equipas vão dar tudo para estar a final. Em termos de época, o jogo é mais decisivo para o Sporting, já que é a única competição que pode vencer.

Acima de tudo espero que seja um bom jogo de futebol, com grande fair play, e onde se possa ver um bocadinho daquilo que foi derby feminino do passado sábado. No final espero que a vitória caia para o lado do Sporting, e que a equipa possa ter a oportunidade de conquistar a taça que devia ter sido nossa o ano passado.

Cristiana Ribeiro Pina 

sexta-feira, 29 de março de 2019

Orfãos de Bruno Fernandes: E agora mister?




Há muito que se sabe que na equipa do Sporting é Bruno Fernandes e mais dez. O médio leonino é melhor jogador do plantel, e tem sido peça essencial na estratégia de Marcel Keizer. É o melhor marcador leonino com 24 golos, e o jogador mais utilizado com 3858 minutos. O capitão leonino é jogador mais da equipa do Sporting: é aquele “puxa” a equipa; é um verdadeiro líder dentro e fora de campo.

Ora por tudo isto, a noticia da lesão do jogador deixou Alvalade em pânico total. Bruno Fernandes apresentou um “problema muscular na coxa direita” na semana passada, e foi dispensado dos trabalhos da seleção. Uma noticia que deixou os adeptos leoninos preocupados dada a aproximação da meia final da Taça de Portugal, que se realiza na próxima quarta-feira.

Segundo as noticias que veem a publico a recuperação do jogador está a correr dentro do plano de recuperação, porém Bruno Fernandes é baixa quase certa para o jogo com o Desportivo de Chaves.  O foco está na recuperação a 100 por cento para o derby, naquele que será o jogo mais importante da época.

Porém, há boas noticias. O internacional português regressou esta quinta-feira aos treinos, e apesar de ainda ser de forma condicionada, o jogador já participou na habitual “peladinha” com o resto da equipa. Noticias animadoras, e que deixam os adeptos mais descansados.

Todavia, espero que esta lesão faça pensar os responsáveis do Sporting. Já que Bruno Fernandes foi utilizado até à exaustão, e na minha opinião parte desta lesão surge devido à má gestão da equipa, e à falta de rotação entre os vários jogadores do plantel.

Estando o Sporting orfão de Bruno Fernandes, gostava que se apostasse no Francisco Geraldes. Raramente utilizado desde que regressou, acho que esta era a oportunidade ideal para que ele pudesse demonstrar o seu futebol. A utilização de Miguel Luís é outros cenários que gostava de ver em prática, o jovem médio tem muito potencial, e já demonstrou o que é capaz de fazer. 

Cristiana Ribeiro Pina 


segunda-feira, 25 de março de 2019

Tinham saudades dos empates? Eu não.



A qualificação da seleção portuguesa para o Euro2020 começou de forma insípida e pouco satisfatória, algo a que já não estávamos acostumados face ás exibições na Liga das Nações. Na pausa internacional transata, muitos foram os portugueses alegrados pela renovação da equipa e pela frescura que os atletas mais jovens trouxeram ao coletivo.

Contudo, e por muito que me custe dizê-lo, o regresso do capitão trouxe consigo as ideias antigas e Portugal voltou a jogar para o empate. Muitos são os que acreditam que isto poderá ser um bom presságio para a revalidação do título europeu, mas desenganem-se. A "estrelinha" esteve do nosso lado uma vez, dificilmente voltaremos a ter a mesma sorte. Se queremos ser campeões novamente, temos de jogar à bola e lutar par a par com os gigantes do continente europeu. Não nos basta acreditar que tudo se repitirá se pouco fizermos para que isso aconteça.

Ter Cristiano na equipa é uma vantagem, mas não da forma como Fernando Santos aborda as partidas. Antes do jogo com a Ucrânia, afirmou que a equipa iria jogar num híbrido entre o 4x4x2 e o 4x3x3 de forma a integrar Ronaldo naquela que tinha sido a tática vencedora do apuramento para a Liga das Nações - o 4x4x2. No entanto, nada disso aconteceu. Jogámos num 4x3x3 rígido, com poucas movimentações, poucas trocas e pouca originalidade (para não variar). 

Para além da má abordagem tática, as escolhas iniciais deixaram também a desejar. Os centrais Rúben Dias e Pepe jogaram lado a lado, mas trocados face ao seu habitual posicionamento nas equipas que integram. Este pormenor parece insignificante, tendo em conta que ambos jogam no centro da defesa, mas a verdade é que estas alterações súbitas influenciam a capacidade do jogador de se ver no campo e ver os colegas. Estando habituado a jogar, por exemplo, do lado direito, sabe visionar todo o campo daquela prespetiva e sabe como pode abordar determinado tipo de lances. Estando trocados, ambos jogaram de forma desconfortável e pouco fluída. Depois Rúben Neves e William Carvalho, ambos com características defensivas, alinharam em simultâneo, estando William mais adiantado no terreno (?). Face a uma Ucrânia pouco criativa, Fernando Santos poderia e deveria ter sido mais ambicioso. Para além de estar a jogar fora de posição, William não tem as características de um 8 puro e metê-lo no centro do terreno foi um erro colossal. Restava a Moutinho saber criar mas, estando sozinho, essa tarefa tornou-se difícil. 

Disse Fernando Santos que a ideia incial era fazer com que o Bernardo descaísse para o meio, algo que se sente confortável a fazer e que poderia ajudar a equipa ofensivamente. Isto não aconteceu, sendo uma das principais razões para o marcador ter ficado a zeros. O ataque foi principalmente liderado por Cristiano que, pouco inspirado, pouco fez para assegurar a vitória da equipa. O resto do grupo estava a 50%, focando-se principalmente em passar a bola ao capitão e só depois fazer aquilo que fazem tão bem. 

É preciso fazer mais. É preciso coesão, é preciso liberdade na movimentação dos jogadores, é necessária a troca frequente da bola e acima de tudo, é preciso confiança nas capacidades de todos. Temos atletas a brilhar nas competições europeias, jogadores titulares em equipas de topo, podemos e sabemos fazer muito mais do que passar a bola ao Cristiano. 

Acredito em nós e nas nossas capacidades. O melhor do mundo só pode brilhar se tiver uma equipa que o acompanhe. E um treinador que entenda que milagres como o Europeu 2016 acontecem apenas uma vez na história.


Beatriz Manaia 

quarta-feira, 20 de março de 2019

A seleção está de volta, e o capitão também




Houve grandes surpresas nos convocados da seleção para os jogos de apuramento para o Euro2020. A mais surpreendente de todas foi a convocatória de Dyego Sousa, avançado do Sporting de Braga. O avançado luso-brasileiro, de 29 anos, foi convocado pela primeira vez para a seleção nacional. Um nome inesperado e que apesar da excelente prestação no clube, na minha opinião não faz muito sentido. Porquê, perguntam vocês? Porque Dyego Sousa já tem quase trinta anos, e se queremos renovar o ataque para quê naturalizar estrangeiros, quando podíamos convocar jogadores mais novos e começar já a preparar o futuro do nosso ataque. Assim de repente vem-me à cabeça nomes como Rafael Leão ou Gonçalo Paciência, nomes que têm feito boas prestações nos seus clubes, e que merecem uma atenção especial. Por isso, não pensem que se trata de xenofobia ao algo parecido, simplesmente acho que Portugal tem tanto talento jovem, que o devemos aproveitar. 

Como tal é de elogiar as estreias de Diogo Jota e João Félix na convocatória. Dois jovens cheios de talento, e com muito futebol nos pés. Dois miúdos que vão ser o presente e o futuro da nossa seleção.  

Quem também está de volta, é o nosso capitão. Depois de ter levado a Juventus a uma reviravolta épica na Liga dos Campeões, Cristiano Ronaldo está de regresso após alguns jogos de ausência. Um regresso muito aguardado, e desejado por todos os portugueses.

José Sá é outra das novidades. O jovem guarda-redes do Olympiacos está de volta aos eleitos da seleção, ele que tem sido um dos destaques da equipa grega liderada por Pedro Martins. 

O mister Fernando Santos tem conseguido fazer uma boa introdução de jogadores jovens nas convocatórias da seleção. Rúben Neves, Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Rúben Dias, João Cancelo  ou André Silva são alguns talentos que tem vindo a ser integrados ao longo dos últimos tempos e que tenho a certeza que vão fazer parte de um período de muito risonho da nossa história.

A defesa do titulo de campeão europeu está agendada para os dias 22 e 25 de março frente a Ucrânia e Sérvia. O palco dos jogos será o Estádio da Luz. 

 Cristiana Ribeiro Pina 

sexta-feira, 15 de março de 2019

Se sonhar é permitido, que comece o sonho!





Realiza-se hoje o sorteio dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. É um misto de emoções. O sonho de voltar a levantar a taça é gigante, mas é preciso manter os pés bem assentes na terra e perceber que há equipas que, atualmente, têm mais condições para o conseguir. Ainda assim, sonhar não é proibido e enquanto o FC Porto jogar como equipa tudo é possível. 


Manchester United, Manchester City, Liverpool, Tottenham, Barcelona, Juventus, Ajax e FC Porto. São estas as oito equipas classificadas para os quartos-de-final. São estas as oito melhores equipas da Europa. E há uma certeza: uma delas será a vencedora.



Sinceramente, qualquer equipa será um adversário difícil e temível para o FC Porto, mas, se analisarmos pormenorizadamente, talvez o Ajax seja a equipa teoricamente mais acessível. De qualquer das formas, os holandeses chegam a esta fase da prova depois de eliminarem os campeões em título, o Real Madrid. Portanto, facilitismos é coisa que não haverá. 



De todos os adversários, o que me causa maiores calafrios é o Liverpool. A explicação é simples... A derrota pesada no dragão, por 5-0, na época passada, ainda não foi esquecida e a possibilidade de viver tudo outra vez, é assustadora. Mas dos fracos não reza a história. 



As restantes equipas ingleses são sempre equipas temíveis. O futebol inglês, para mim, continua a ser o melhor. E, por isso mesmo, a ter as melhores equipas. O United recuperou de uma desvantagem da primeira mão. O City deu uma lição de futebol ao Schalke. Já o Tottenham foi imperial diante do Dortmund. Nenhuma equipa é acessível.



Sobram ainda dois gigantes: Barcelona e Juventus. As duas equipas por si só já são de um nível superior, mas se juntarmos a isso terem os dois melhores jogadores do mundo: Ronaldo e Messi... As coisas complicam.



Seja qual for o adversário, o FC Porto tem apenas de ser igual a si próprio e jogar de acordo com as suas capacidades. Nenhum jogo está ganho antes de começar, nem nenhuma equipa vence sem jogar. Sonhar é permitido. Que se sonhe. As contas fazem-se no fim.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Ronaldo abandona Madrid (nos oitavos da Champions)



Juventus vs Atlético Madrid. Provavelmente o jogo mais esperado dos oitavos de final da Liga dos Campeões, face ao resultado em Espanha, que colocava a equipa de Turim com um pé fora da competição e pela expectativa do que iria fazer o "Senhor Champions" para reverter a situação.

E, sem grande surpresa para quem reconhece o talento de CR7, o português tornou-se na peça fundamental do puzzle da qualificação da Juventus para os quartos de final. Autor do três golos da partida, Ronaldo não acusou a pressão da remontada e deu verdadeiras dores de cabeça ao coletivo de Simeone, conhecido pelas suas capacidades defensivas. 

Apesar do grande mérito da Juventus, há que admitir que a estratégia do Atlético não foi bem pensada desde início. Sabendo-se de antemão que a principal arma do adversário residia no jogo exterior direcionado para Cristiano Ronaldo, sempre presente na grande área, Simeone optou por colocar os 11 jogadores no último terço do campo, permitindo o surgimento constante de cruzamentos para o centro, dois dos quais resultaram em golos do oponente. Era imperativo anular os laterais e "tapar" o jogo aéreo do madeirense (ou pelo menos tentar). 

Falhando neste aspeto, bastou apenas ao coletivo de Turim fazer o que sabe melhor. Defender bem, contrariando os homens fortes do ataque do adversário (Morata e Griezmann), trabalho feito de forma exímia pelos suspeitos do costume - Cancelo, Bonnuci e Chiellini, e deixar que CR7 aparecesse para concretizar. 

A remontada da Juventus eleva-a ao estatuto de uma das oito melhores equipas da Europa, juntando-se aos finalistas Ajax, Tottenham, Manchester United, FC Porto e Manchester City. Ficam por decidir os duelos entre Barcelona e Lyon; e ainda Bayern Munique e Liverpool. 

A competição é feroz, mas sabe-se que Cristiano Ronaldo quer sempre ganhar a Liga dos Campeões. E a verdade é que quando Ronaldo quer, Ronaldo luta e Ronaldo tem. 

Avizinham-se grandes jogos de futebol. Felizes de nós por podermos assistir.


Beatriz Manaia 

segunda-feira, 11 de março de 2019

Ainda bem que vêm aí as seleções

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Por norma, as paragens para as seleções são horríveis. Uma pessoa passa dois a três fins de semana sem ver o Benfica a jogar e parece que só ganhamos ânimo assim que o voltamos a ver, de vermelho e branco, pronto para nos alegrar.

Mas desta vez estou inquieta que essa paragem chegue. Não é que não tenha andado a gostar de ver o Benfica a jogar, com a exceção do jogo com o Dínamo, mas ainda há uma réstia de Rui Vitória a pairar no are o Lage parece que ainda não entendeu.

Voltamos ao 4-4-2, colocou-se o Félix a jogar onde ele se sente mais à vontade, estreou-se o Florentino e agora não nos cansamos dele, o Gabriel mostrou-se um jogador de categoria, mas jogo após jogo após jogo, o onze é o mesmo.

Odysseas na baliza, defesa com André Almeida, Rubén Dias, Ferro (não temos jogadores disponíveis para o eixo central) e Grimaldo, meio campo com Samaris, Gabriel, Pizzi e Rafa, e na frente de ataque, João Félix e Seferovic.


Sim, o onze até se muda na Liga Europa, sobretudo o meio campo. Na defesa somos obrigados a usar os mesmos uma vez que Jardel e Conti estão lesionados, mas nas laterais pode sempre jogar o Corchia, que jogou frente ao Dínamo, e o Yuri Ribeiro, que o Grimaldo bem precisa de descanso. Na frente, ainda não entendi porque é que o Jota ainda não teve grandes minutos, e a aposta excessiva em Félix e Seferovic já fez estragos.

O suíço fez os 90 minutos frente ao Porto e fez parte do onze titular frente ao Dínamo até se lesionar. Algo que já se previa, uma vez que não tem tido descanso nenhum. Em geral, os jogadores do Benfica parecem todos cansados, a começar por Grimaldo e André Almeida, passando pelo Pizzi e acabando na frente de ataque.

A gestão tem sido feita na Liga Europa, mas o Bruno Lage continua a teimar em certos jogadores e já vimos que isto pode correr mal.

Seferovic vai ficar fora durante 3 semanas, vai falhar Belenenses, Dínamo e talvez Moreirense, e o estrago só não é maior por causa da pausa das seleções. E por isso é que estou tão feliz com esta pausa.


Bárbara Pereira 





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Falta de recursos na formação? Falemos antes em falta de aposta



A Academia de Alcochete sempre foi conhecida em Portugal e no mundo pela sua capacidade de formar jovens talentos para o futebol e por ser a primeira casa de muitos dos astros mundiais do desporto rei. Luís Figo, Paulo Futre, Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo são alguns dos exemplos mais significativos desta premissa. 

Atualmente, o carimbo de qualidade da Academia leonina parece ter perdido força e pouco se tem falado das jovens promessas sportinguistas. O plantel principal escasseia em portugueses e em jovens formados no clube, tal como a seleção nacional, que contou apenas com um leão na sua última convocatória. Em anos anteriores, o Sporting foi sempre o clube referência da equipa nacional, tanto em séniores como nas seleções mais jovens. Em 2010/2011, os leões cedeream 47 jogadores para as seleções jovens, contra 40 do Porto e 34 do Benfica. Contudo, oito anos depois, o Benfica detém os direitos de formação de 25 miúdos, face aos 21 do Sporting e 13 do Porto. Terá Alcochete perdido qualidade ou outros motivos estarão na génese do problema?

Ora, muito se passou nos últimos anos, mas nada influenciou o talento produzido nas escolas do Sporting. A qualidade está presente, existe esperança para o futuro, mas as más decisões administrativas encostam os diamantes dos escalões jovens às "boxes" para dar primazia a jogadores vindos de fora.  Depois do ataque de maio de 2018, o plantel ficou desfalcado, mas em vez de se preencherem essas lacunas com prata da casa, decidiu apostar-se em quem não se conhece. 

Comecemos pela baliza. Rui Patrício optou por abandonar o lugar que era seu há anos e, com um Luís Maximiano na equipa B, achou-se por bem contratar Renan Ribeiro, que tem tido uma performance muito além daquilo que era esperado. Brilhou nos pénaltis que deram a Taça da Liga ao clube, mas falhou em momentos chave que resultaram em algumas derrotas para o campeonato. 

Com um guarda-redes mediano, necessitava-se de um centro defensivo forte e assertivo. Coates e Mathieu desempenham bem as suas funções, mas os cartões amarelos insistem em acompanhar o primeiro e as lesões o segundo. Era imperativo ter substitutos à altura dos gigantes. Ora, face a isto, achou-se por bem emprestar Demiral (Sassuolo) e Domingos Duarte (Deportivo da Coruna) e integrar como opções da defesa André Pinto (valha-nos Deus!) e Tiago Illori. Este último foi formado em Alcochete, é um facto, mas afirmou, em 2015, que preferia não jogar futebol durante dois anos do que continuar a vestir a verde e branca. 

William Carvalho desertou para o Bétis de Sevilha, deixando um buraco gigante na posição 6 do campo. Battaglia lesionou-se no início da temporada e era urgente arranjar um trinco que transmitisse segurança à equipa. Os adeptos bem que chamaram por Daniel Bragança, mas ninguém os quis ouvir. O sérvio Gudelj custou  6,5 milhões e Daniel Bragança foi emprestado ao Farense. 

Para o acompanhar no meio campo, tínhamos nomes como Ryan Guald (emprestado ao Hiberian), Iuri Medeiros (emprestado ao Légia de Varsóvia) e Francisco Geraldes. Wendel é craque, mas as suas lacunas físicas são evidentes, tornando-o num jogador que não pode jogar duas vezes por semana. Precisa de rotação, precisa de alguém que o substitua quando o seu joelho fala de si. Tem falhas na construção, um dos pontos fortes de Chico Geraldes, que ainda não calçou desde que chegou da Alemanha. Tem falhas táticas que facilmente seriam preenchidas por Miguel Luís, que foi despromovido aos sub-23 sem que se percebesse o motivo.

Contratámos o Raphinha e o Diaby para percorrerem as alas, quando exista um Carlos Mané e um Matheus Pereira à espera de uma oportunidade. Jovane Cabral teve a sua, brilhou como poucos, deu vitórias ao clube, mas tudo isso apenas lhe garantiu um bilhete de regresso aos sub-23. Fomos buscar Luiz Phellype à segunda divisão com um Gelson Dala a querer jogar de leão ao peito.

Que nunca mais se diga que não já se formam jogadores em Alvalade como antigamente. Diga-se, em vez disso, que não lhes são dadas as oportunidades de outrora e que se prefere gastar o dinheiro que não existe no clube para contratar jogadores que não igualam os seus em qualidade. Não existe falta de recursos, existe falta de aposta.


Beatriz Manaia 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Afinal cumprem-se promessas

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Desde 2015 ou até antes, que Luís Filipe Vieira vem prometendo uma aposta mais firme na formação mas a verdade é que vimos o Benfica a ir ao mercado e preencher lacunas com jogadores estrangeiros acabando por tirar a chance aos da casa.

Estamos em 2019 e neste momento tenho orgulho em dizer que vi o Benfica jogar com 6 portugueses no onze titular, sendo 4 deles da formação. Falo de Rúben Dias, Ferro, Florentino e João Félix. E é sobre os últimos 3 que venho aqui hoje escrever.

Começando de trás para a frente, Francisco Ferreira, ou melhor, Ferro, aproveitou a lesão de Jardel para se afirmar na equipa principal do Benfica. Com apenas 4 jogos, o defesa de apenas 21 anos, já conquistou os adeptos e até já marcou por duas vezes. No jogo com o Galatasaray em casa foi considerado pela equipa do mais futebol o melhor jogador em campo.

Patrão na defesa, Ferro joga bem com os pés, onde a qualidade de passe se destaca, assim como o jogo aéreo, onde o jogador tira proveito da sua altura.

Já Florentino não engana, na sua estreia com a camisola principal do Benfica frente ao Nacional, em apenas 15 minutos de jogo já era o jogador com mais desarmes em campo. Já na sua estreia no 11 encarnado frente ao Galatasaray em Istambul, o médio fez uma exibição de encher o olho, mostrando ter imensa maturidade em campo para um jogador de apenas 19 anos.

Com cinco desarmes, seis interceções, dois bloqueios de passe, duas recuperações de bola e com uma percentagem de passe a rondar os 86%, Florentino encantou a Europa e ofensivamente ainda fez dois passes para finalização. 

Finalmente João Félix, que ganhou outra vida com Lage, passando a jogar atrás de Seferovic e não na linha como com Rui Vitória, já anda na boca do mundo e supostamente Real Madrid e Barcelona estão atentos aos progressos do novo menino bonito da Luz. 

O miúdo já conta com 31 jogos e 11 golos e a qualidade técnica é inegável. Dispensado do FC Porto por ser magricela, João Félix mostra ter a inteligência para pensar e ler o jogo, mostrando uma mobilidade e perspicácia com e sem a bola. 

Rúben Dias, Gedson Fernandes e Jota são outros três jogadores da formação do Benfica, sendo que os dois primeiros já cimentaram o seu lugar no onze. Jota ainda não teve a sua oportunidade mas dizem os entendidos nisto que se não se perder, será melhor que Félix.


Bárbara Pereira 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Adeus, Europa, adeus!



O empate em Villareal foi insuficiente para manter o Sporting nas competições europeias, ficando-se pelos objetivos de conquistar o campeonato (subir, pelo menos ao terceiro lugar) e vencer a Taça de Portugal. Não se pode dizer que o jogo em Espanha tenha sido mau, nomeadamente se o termo de comparação for a partida de Alvalade, mas a verdade é que todos os esforços se revelaram escassos para vencer a eliminatória face a um coletivo bastante acessível.

"Estamos habituados a que a história não esteja do nosso lado". Foi dito pelo capitão na conferência de imprensa que antecedeu o encontro. E é um facto. O futebol pode não ser o melhor, as opções podem não ser as corretas, mas a verdade é que tudo corre mal quando a sorte é a única coisa que nos pode valer. A arbitragem roçou o medíocre, a bola do último lance insistiu em não entrar e, mais uma vez, o Sporting Clube de Portugal contenta-se com o pouco que tem.

O jogo foi bem estudado. As mudanças táticas utilizadas em Braga foram mantidas e percebeu-se que as ordens de Keizer eram explícitas. A única forma de alcançar a vantagem era esperar pelo erro do adversário. Subir muito no campo era um risco, sabendo-se de antemão que o adversário era forte no contra-ataque, portanto a fórmula do sucesso assentava em deixar o Villareal ter posse, errar, e aproveitar o desaire. E eis que isso mesmo acontece. Perto do fim da primeira parte, Funes Mori falha o controlo de bola numa zona proibida e Bruno Fernandes não desperdiçou a oportunidade. Roubou a bola dos pés do argentino e correu até à baliza adversária, concretizando com mestria. Estava feito do golo que empatava da eliminatória e o timing não podia ser melhor. 

Tudo corria bem aos leões que, regressados com moral do balneário, entraram bem na segunda parte com um passe picado do suspeito do costume que, a ser aproveitado por Wendel, podia ter resultado no golo da vantagem. Contudo, dois minutos depois, surge a expulsão de Jefferson, decisão que veio matar por completo a estratégia leonina. À semelhança do que aconteceu em Alvalade com Acuña, o primeiro amarelo tinha surgido na sequência de protestos. Pavel Kralovec optou por mostrar novamente a cartolina amarela depois de Jefferson pisar o adversário, algo que não pareceu deliberado por parte do jogador do Sporting. Fica a sensação de que o brasileiro é mal expulso e, mais uma vez, o clube de Alvalade vê-se obrigado a jogar com menos uma unidade, precisamente no momento em que estava por cima da partida. Não que Jefferson estivesse a ter um papel preponderante na partida (muito pelo contrário, até), mas o Sporting ficou limitado nas suas opções defensivas. 

A partir daqui tudo descambou. Apesar do esforço defensivo atípico da era Keiser, o golo do Villareal surgiu aos 80 minutos, deitando por terra todas as hipóteses de chegar à próxima fase. O último lance da partida poderia eventualmente ter levado as decisões finais para o prolongamento mas, mais uma vez, Bas Dost falhou num momento crucial. As esperanças eram poucas, mas fica a sensação de que não foi inteiramente por culpa própria que o Sporting não alcançou os oitavos de final. 

Fica no ar a já conhecida sensação do "quase" e a esperança de que "para o ano seja melhor". A Europa ficou para trás, mas Portugal, nomeadamente a Taça, está na mira. O futebol menos mau ilude os adeptos à conquista do troféu, porém só a evolução dos acontecimentos poderá dizer algo sobre o futuro. Resta esperar (e não desesperar).



Beatriz Manaia 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Não sabemos respeitar o amor à camisola




Os últimos tempos no Sporting não tem sido nada fáceis. Os últimos resultados tem sido tudo menos agradáveis, e as exibições de bradar aos céus. A qualidade do plantel é reduzida, mas não parece quando vemos o Sporting dispensar, sim, dispensar porque rescindir com jogadores da qualidade do Montero e do Nani, não pode ter outro nome.

O Fredy era o nosso único avançado que sabia tratar a bola por tu, o único que sabia pensar o futebol, e que tinha qualidade para marcar e para assistir. Posto isto, por um lado percebo a sua saída, já que não tinha espaço e não era opção; por outro, não consigo percebo o facto de ter saído a custo zero, de não ter rendido nem um cêntimo ao clube.  E quando eu já achava que as coisas não podiam piorar, pior fiquei quando percebi que o capitão de equipa também sai do mesmo modo.

Nani era uma das referências da equipa, tinha regressado no verão e era o jogador pelo qual os adeptos tinham mais estima. Regressou após todos os acontecimentos, pronto para assumir a braçadeira de um clube sem identidade e ferido de orgulho. Mas o “nosso dezassete” nunca teve medo de assumir o amor ao Sporting, nem a responsabilidade de regressar após o período mais negro da nossa história. Era um exemplo dentro e fora de campo, um ídolo para os adeptos e para todos os jovens da formação. Por isso foi com o coração partido que o vi sair.  Doeu-me imenso, porque sei que não foi por total vontade. Doeu-me porque não teve a despedida que merecia, e porque não o valorizámos o suficiente. Doeu-me porque fomos ingratos para um dos melhores jogadores que vi jogar pelo Sporting, doeu-me porque não o soubemos respeitar e valorizar. 

Não sei o que o futuro lhe reserva, mas espero que possa regressar uma quarta vez, quiçá para acabar a carreira no seu clube do coração. Que possa regressar e  perceber o quanto é adorado em Alvalade,  e quão tristes e revoltados ficámos por o ver partir.

Cristiana Ribeiro Pina



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Assim até parece fácil ser extraterrestre



Há muito tempo que não escrevo nada sobre o Cristiano Ronaldo e isso tem uma explicação... o tempo passa, os anos avançam, o português até muda de clube, mas a qualidade... a qualidade mantém-se e é inegável. Escrever hoje sobre ele seria o mesmo que escrever daqui a dois anos. Repito, a qualidade vai estar sempre lá. E, mais, até se torna patético haver quem o critique porque, no fundo, não há mais nada para provar. Mas começo acreditar que as criticas são um combustível para o português que continua imparável.  

O Ronaldo é um exemplo de resiliência e determinação. Tem a força necessária para acreditar nas mudanças e na sua capacidade de adaptação. 
Passou por Portugal, Inglaterra, Espanha e Itália... Chega, marca, bate recordes. Não me parece que seja muito fácil para qualquer ser humano, mas quando se é um extraterrestre, compreende-se. De outra forma seria impossível.


Depois de ter feito tudo e mais alguma coisa em Espanha, o português está a conquistar Itália. Mas, sinceramente, esperava-se diferente? Não me parece...
Até ao momento em 32 jogos disputados, o atleta soma 21 golos. Aos golos juntam-se ainda as assistências. Como se ser o melhor marcador não bastasse, o Ronaldo ainda é o homem que oferece mais golos na liga italiana. É SÓ o jogador mais influente da Juventus... nada de especial para quem tem 34 anos e é a primeira época em Itália.


Torna-se incompreensível a exigência que fazem a Ronaldo e ainda menos normal são as criticas depositadas... Ainda assim, e como sempre, o português responde em campo, no sitio onde não existe ninguém melhor.  

Filipa Mesquita

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Bruno Fernandes, a versão Premium de um Sporting gratuito



Todos sabemos de que tratam as versões Premium. São upgrades de serviços gratuitos que oferecem melhores condições de utilização sob a cláusula de um pagamento monetário. O público aceita pagar pois as opções oferecidas facilitam o uso do produto e dão mais conforto ao utilizador. Neste momento, Bruno Fernandes é a versão melhorada de um Sporting bastante baratinho. 

Recuemos a setembro de 2018. O médio de 24 anos sabia o quão importante era fazer uma boa época. Depois do rompimento de relações com os adeptos, devido à rescisão de maio, era essencial mostrar o arrependimento de abandonar o clube numa fase crítica, em campo. A melhor forma de reconquistar o amor dos adeptos passava por ajudar a equipa a chegar o mais longe possível e realizar exibições de excelência. Menos que isto, iria resultar num mar de assobios e insultos gratuitos. E, como em tudo na sua vida, Bruno Fernandes conseguiu chegar a esse nível e, se tanto, elevá-lo a um patamar que poucos imaginavam. Podem contar-se pelos dedos aqueles que colocam a rescisão à frente do oásis que Fernandes representa no deserto do plantel leonino.

A sua qualidade é indiscutível. A 10 ou a 8, o jovem nortenho oferece uma disponibilidade física pouco comum aliada a um conhecimento do jogo essencial para fazer os seus pés mágicos funcionarem. Não é um jogador possante, mas poucos são os gigantes que lhe conseguem fazer frente. Dono de um remate potente, mete medo a qualquer defesa, seja de bola parada ou em jogo corrido. As lesões são poucas e a sua raça chega ao céu. Ver o Bruno jogar aquece o coração de qualquer adepto e rapidamente nos apercebemos que qualquer palco se torna pequeno na presença do "Maestro". 

Demasiados elogios? Vou dar-vos números, então. Bruno Fernandes soma, até à data, 20 golos marcados, mais dois do que na temporada transata inteira, e 10 assistências. Neste momento, está a três golos de ocupar o primeiro lugar do pódio dos médios mais goleadores da história do Sporting. Se conseguir ultrapassar essa marca, tirará o recorde a António Oliveira (22 golos, em 1981/82) e ainda a Balakov (21 golos, 1993/94) e Osvaldo Silva (21 golos, 1962/63). Para além de marcar presença na história dos leões, o médio leonino está no topo dos médios mais marcadores da Europa, à frente de nomes sonantes como Pablo Sanabria, Marco Reus e Paul Pogba. O que é verdade hoje, amanhã pode ser mentira, mas existem verdades incontornáveis. Bruno Fernandes está num patamar muito superior daquilo que é o futebol portuguê, neste momento. 

É assim, fundamental o papel que desempenha na equipa que, de momento, se encontra abaixo de forma. O cansaço afeta grande parte do plantel, mas Bruno continua a jogar como se do início da temporada se tratasse. Os golos vão caindo, o suor vai escorrendo e, sem mostrar dificuldades, vai carregando o resto da equipa ás suas costas. 

Vale a pena pagar mais pelos serviços de Bruno Fernandes. O resultados estão à vista de todos. Resta esperar que a versão gratuita se atualize o mais rápido possível. Há que acompanhar o Premium.


Beatriz Manaia 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Para quem sentiu como eu senti



Ainda tenho um nó no estômago . Aquilo que aconteceu no domingo à tarde foi tão vergonhoso que eu ainda quero acreditar que a certa altura do dia vão acordar-me e dizer “Nana, isto foi só um pesadelo , já passou “.

Passou ? Uma merda é que passou ! Nunca me senti tão humilhada em minha própria casa como naquele dia .

Faz 72h hoje às 17:30h que o Sporting me envergonhou a mim e a todos aqueles que encheram o estádio pra ir ver o jogo . Eu vi Malta a sair dali aos 75’ que nunca tinha saído mais cedo de um jogo , eu vi miúdos pequenos a chorar por vossa causa , eu vi pessoal de mãos na cabeça que , tal como eu , não queriam acreditar no que estavam a ver ... foi tão mau , tão mau que vai ser muito difícil esquecer o que aconteceu .

É certo que , ao contrário daquilo que aconteceu com o Porto no Campeonato, entrámos sem medo . Mas assim que eles marcaram , encolhemos , trememos , cometemos erros defensivos que são de bradar aos céus e não conseguimos reagir . Na segunda parte , eu e o senhor que se senta ao meu lado que também tem Gamebox , quisemos acreditar que íamos dar a volta . Podia ser um 5-3 igual aquele que tivemos pra Taça contra eles aqui há uns anos , era o Paulo Bento o treinador, mas dois minutos depois o golo . Pronto ! Agora é que foi , pra se levantarem e pra não terem medo é preciso irmos buscar um guindaste! Nada. Zero . E assim que o Renan faz aquele penalti eu só pensei “pronto , vai ser uma vergonha .”

E foi , uma das minhas maiores vergonhas . Foi demasiado mau pra acreditar que era verdade e até posso dizer que sei que ter levado um golo que fez com que eles voltassem a ter 2 de vantagem sobre nós aos 47’ pode fazer com que o psicológico de um jogador mude de figura , é certo , mas porra!
Somos o Sporting , não somos uma equipa qualquer ! E estávamos a jogar em casa , depois de termos vencido a Taça da Liga, eles tinham mais era que jogar à bola !

Há uma semana atrás disse, no Sporting 160, que o Keizer tinha sido uma boa aposta apesar de tudo . Mas muito deste resultado é culpa dele , eu percebo que ele quis jogar com o bloco alto , mas uma equipa que joga com o bloco alto , quando tem de defender , tem de saber compensar , os alas têm de descer e os médios têm de tapar a entrada e as trocas de bola na grande área . Não vi nada disso . Nada . Zero .

Faltou existirem trocas muito mais cedo e só a partir dos 85 é que eu os vi com vontade de jogar à bola .

Eu olhava pro relvado e só via no Coates a raiva que aquilo lhe estava a dar . O Coates teve na cara o espelho de quem estava na bancada a assistir aquilo . E sim , tive Luiz Phellype e Dost , mas não era a 5m do fim e depois de estar a perder por 4-2 Keizer !!!

Hoje é dia de Taça de Portugal e tenho um recado importante a dar aos meninos que vão até à luz e vão subir ao relvado : joguem à bola ! Por amor de Deus joguem à bola !! E humilhem as criaturas que comemoraram em nossa casa no domingo . Joguem com amor à camisola , com honra e lembrem-se que , gostando ou odiando (sim porque no domingo foi ódio que nós tivemos ) o futebol que fazemos , nós estamos sempre lá . E se não querem ganhar por vocês , ao menos ganhem por nós , joguem com a garra de quem , mesmo chateado , mesmo triste e desanimado quer vencer , e não me venham com o “estou cansado “ . Cansados estamos nós ! Cansados estamos nós de encher o estádio quando vemos que os resultados não aparecem . Cansados estamos nós de não sermos campeões , cansados estamos nós de desculpas . Vão-nos dar motivos pra sorrir ? Ou é preciso pedir por favor ?


Mariana Cordeiro Ferreira