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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Ao menos ganhámos



Há quatro anos que esta vitória nos fugia. Por vezes falta de sorte, como há dois anos na Luz onde o Casillas esteve extraordinariamente inspirado, e por vezes por demérito.

Hoje foi diferente. O futebol não foi o melhor. Treinadores a não quererem arriscar. Rui Vitória com as mesmas substituições e Conceição a jogar para o empate.

Ainda nem aos 15 minutos tínhamos chegado e o Casillas já irritava 58 mil benfiquistas com as suas perdas de tempo. Graças a Deus que o Veríssimo teve-os no sítio para lhe dar amarelo logo aos 19 minutos de jogo. Amarelo esse que custou a sair do bolso quando se tratava de Otávio.

Jogo mal jogado, com poucas ou nenhumas oportunidades. A melhor estava em fora de jogo e que mesmo assim conseguiu ser um falhanço extraordinário.

O golo e único no jogo surgiu na segunda parte, por um herói improvável, ou simplesmente por alguém que é um bode expiatório das más escolhas de Rui Vitória, Haris Seferovic. Sim, o Esforivite marcou. Amanhã é feriado nacional.

O Benfica ainda teve um expulso (mal) aos 80 minutos e mais uma vez, um central. Deve ser bruxaria. Desde que o Luisão anunciou o término da carreira, Jardel lesiona-se, Rubén Dias é expulso na Champions, Conti é expulso, Lema é expulso. Mais ninguém? Oh wait, não temos. E é certo que se jogar o Samaris na próxima jornada, podemos já preparar o vermelho. A sorte é que o Conti já volta.

Desta feita, a ganhar por 1-0, com menos um em campo e com a entrada de Alfa Semedo, qual foi o meu espanto ao ver que o Benfica não se fechou atrás. Atacou, teve garra, teve aquela raça que há muito que nestes clássicos se via, mas do lado dos azuis.

Acho que depois do golo, esse foi o ponto alto do jogo. Ver aquele Benfica a dar tudo pela vitória, a deixar o couro em campo. Não quer dizer que tenham jogado bem, atençaõ.

Mas vá, ao menos ganhámos!

Bárbara Pereira 
Página Oficial do Futebol no Feminino

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Comprar em casa


A época ainda agora começou e o mercado ainda não está fechado, mas a verdade é que já há reforços a dar que falar nos três grandes e surpreendentemente, ou não, são os da casa que mais dão nas vistas.

Jovane

O novo menino do Sporting tem pelo nome Jovane e pela segunda vez consecutiva, tem sido a arma de Peseiro vinda do banco.

Em Moreira de Cónegos saltou do banco para cavar o penalty que Bas Dost converteu em golo, e em Alvaldade, mais uma vez vindo do banco, fez a assistência para o segundo golo de Nani, que deu o 2-1 final.

Os adeptos já o adoram, a euforia foi sentida no estádio mal começou a aquecer e a promessa é muita. Vamos ver onde este menino cabo-verdiano chega.


Gedson Fernandes

"o Novo Renato Sanches"? Nao minha gente, não comecem. E sim, o Gedson não é bem uma contratação, mas digamos que desta vez o Rui Vitória teve olho para a coisa.

Muitos já foram os jogadores que ele chamou da B que não deram em nada. Culpa dos jogadores? I don't think so. A verdade é que com o Gedson, ele tem posto a jogar e a verdade é que o miúdo tem dado cartas. Mas é por falta de jogador para o lugar ou ele viu mesmo qualidade?

Qualidade não falta ao miúdo, talvez um pouco mais de maturidade na hora de decidir o último passe, mas a verdade é que as jogadas são boas e a raça e dedicação, de alguém com escola de Benfica.

Vamos ver se se manterá no onze, ou se alguma contratação lhe tira o lugar.

Diogo Leite

À semelhança de Gedson no Benfica, Diogo Leite também é um jogador que vem da equipa B do Porto e que por lá tem mostrado serviço.Frente ao Belenenses no Jamor fez furor ao lado de Felipe e até se estreou a marcar pelos dragões.

Este jovem defesa central de apenas 19 anos já leva selo de jovem promessa e dizem que será o mais próximo dos defesas centrais formados pelo Porto, a agarrar o lugar de Bruno Alves na seleção portuguesa.

Temos de esperar para ver se continuará a ser aposta de Sérgio Conceição e que voos se esperam deste jovem Diogo Leite.




segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Há coisas que vão doer sempre

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Há uma semana atrás escrevi acerca de Nico Gaitán e esta semana escrevo acerca daquela que era e é o seu melhor amigo, Maxi Pereira.

Ainda hoje me custa a acreditar que ele se tenha transferido para o Porto, nunca na vida achei isso algo provável de acontecer.

Em 2015 foi quando se sucedeu e eu até à última o defendi. Sabem o que era estar numa rede social a dizer que nunca na vida o Maxi iria trair o clube, que 8 anos de Benfica não são 8 dias, um jogador que dava tudo em campo por nós, que enquanto nós chamavamos raça, alguém o chamava de arruaceiro, até que alguém me manda um link e pede desculpa.

No link estava o Maxi, abraçado ao Lopetegui, no estágio do Porto na Alemanha. O meu mundo desabou, comecei a chorar e recusei-me a acreditar, mas era verdade.

Só de pensar que nesse mesmo verão estava indecisa sobre qual nome colocar na camisola. O Enzo estava certo no Valência, o Nico era vendido todos os anos pelos jornais e o Maxi, bem o Maxi era o nosso capitão, aquele jogador que lutava com unhas e garras para honrar o símbolo que carregava ao peito. O 10 falou mais alto e ainda bem que o fez.

Demorei a acreditar, eu via os jogos do Porto e ouvia o nome dele mas a ficha não caía. Mas caíu, no Dragão, no primeiro jogo que o Maxi fez contra nós. Deu confusão como é óbvio, desde Mitroglou a pegar-se com ele, ao Nico ter de ir separar o amigo de Samaris.

Comecei a chorar em pleno café. Já não bastava ele ter "traído" o Benfica, como também tinha de ir arranjar confusão com aqueles que eram no ano anterior, seus colegas de equipa?

Depois foi na Luz, quando ele marcou e festejou. Eu compreendo que depois de todos os insultos e tudo mais ele nos provocasse mas ele estava à espera de quê?

O Maxi era só o jogador mais acarinhado do Benfica, o nosso segundo capitão, que nós sempre defendemos contra aqueles que agora o acolhem. Enquanto que lhe chamavam arruaceiro, filho da p***, nós diziamos que era a garra e determinação, era um jogador que sentia as cores do clube e que lutava por nós. E agora olha onde estamos.

Tem certos jogadores que nunca pensei vir a ver a representar as cores de outro clube em Portugal sem ser o Benfica e quando vejo certas notícias como a do Nico a ir para o Sporting, quero acreditar que é mentira, que nunca na vida esse jogador, seja o Nico ou outro, que iá vestir a camisola de um dos rivais mas desde o episódio do Maxi que é só mesmo um acreditar que não, mas já não digo com certezas nem defendo quem quer que seja, porque a última vez que o fiz, correu-me mal.


Bárbara Pereira 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Interessa quem fica!



Já sinto os nervos à flor da pele, já sinto o coração acelerar e não consigo controlar esta ansiedade de voltar a entrar em casa para ver o meu clube jogar.

Tem sido uma pré época dentro da normalidade, com os jogadores a lutarem constantemente por um lugar na equipa liderada por Sérgio Conceição. Se me perguntarem se quem saiu faz falta... a resposta atinge o grau máximo de um cliché, mas a verdade é que só faz falta quem cá está. Os jogadores que ficaram são aqueles por quem temos de gritar até que a voz nos doa, os jogadores que compõe o plantel são os que vão carregar o símbolo ao peito e, acima de tudo, respeitá-lo.

Se falasse de um jogador que já não está no FC Porto e que, eventualmente, faz falta, teria de evocar outros tantos. Para além dos que estão, aqueles que já estiveram farão sempre parte da história mais bonita que vamos escrevendo ao longo dos anos, recheada de conquista, ainda que o momento seja mais delicado.


Mas falemos sumariamente da venda do número 10, do puto maravilha. 
O André Silva há um ano atrás era a promessa, hoje está no Milan. Ficamos sem avançado? Não! Porque ninguém é insubstituível como também ninguém é substituível. Parece um contrassenso, mas é exatamente isto. Ninguém vai substituir as características próprias do André, mas também haverá sempre alguém que ocupe o lugar dele e dê o melhor de si, com outras tantas características. 


É assim que temos de encarar o mercado de transferências, como um vaivém de craques, uns ficam, outro saem, mas a essência de um clube é inquebrável e é com aqueles que ficam, que chegam, que são escolhidos que temos de entrar na luta com um único pensamento: vencer.

Se espero muito ou pouco desta época é relativo, porque eu espero sempre o máximo de cada um quando entra em campo, aquilo que posso garantir é que de mim receberão todo o apoio. Nunca são 11 em campo, são muitos mais! 



Filipa Mesquita

quarta-feira, 12 de julho de 2017

O amor de sempre!



Desde pequena que o fascínio pelo futebol foi uma constante na minha vida, como algo inato, como se fosse o ar que respirava. Não controlava, nem controlo a necessidade que sinto de ver este desporto, às vezes serve mesmo como uma lufada de ar fresco nos momentos mais complicados. 
Como em tudo, há sempre pessoas que nos conquistam e no futebol não é diferente. Torna-se estranho até, mas a admiração que se sente por determinados jogadores, faz-nos sentir que já o conhecemos desde sempre. E é exatamente sobre o meu jogador de eleição que quero falar hoje. 
Por dois motivos: pelo 26.º aniversário e sobretudo pela transferência para o colosso alemão, o Bayern de Munique. 
James Rodriguez, quem mais poderia ser?
O miúdo que se tornou um homem. Que desde cedo sonhava chegar ao Real Madrid. Que calçou pela primeira vez uma chuteiras pretas, que se entretinha a ver o Oliver e o Benji e que desde que chegou à Europa os holofotes da fama estiveram sempre direcionados para ele.  
Há coisas inexplicáveis... ainda me lembro, como se fosse hoje, num sábado solarengo de 2010, o colombiano estreava-se pelo FC Porto, num jogo de pré-época frente ao Ajax... Surpresas das surpresas marcou. E naquele dia, naquele jogo, olhei para ele e pensei: "ainda me vais dar muitas alegrias". Não me enganei... o miúdo de 19 anos começou passo a passo, jogo a jogo a conquistar os adeptos, a tornar-se uma opção para o treinador e depois de três épocas de dragão ao peito, saiu como jogador indiscutível para a Liga Francesa, para o Mónaco, clube que, inevitávelmente, brilhou.

Mas se tiver de eleger um ano na carreira do James, elegeria 2014... O ano em que Brasil recebeu o campeonato do mundo e, mesmo sem a Colômbia ter vencido, o James foi o melhor jogador da seleção e para mim, e para muitos também, o melhor jogador do mundial. Como se um só jogador carregasse às costas uma nação, com um maturidade tremenda, um verdadeiro 10. E foi aí que o mundo se rendeu a ele e permitiu que o sonho de miúdo de chegar ao Real Madrid fosse possível.

E foi nesse mesmo, depois de uma época no Mónaco, que o James se transferiu para o clube madrileno... De um modo geral a primeira época foi a mais concretizadora a nível individual, com o passar do tempo, as criticas, as especulações e a eventual falta de espaço fizeram com que o colombiano ficasse no banco. Se foi esse o motivo da transferência para Munique não se sabe, mas que tenho a certeza que ele ainda vai dar muito que falar, tenho!

Um jogador com visão, espírito de sacrifício, corajoso, ambicioso e cheio de amor à camisola de representa, só pode continuar a ter o sucesso que teve até hoje. E nunca, nunca me esquecerei de uma coisa: de ter sido ele o jogador a marcar o primeiro golo que vi no Dragão. 

Há amores que são para sempre, este é um dos meus, parabéns campeão. E que cada época seja sempre melhor.





quarta-feira, 26 de abril de 2017

Não se deitam foguetes antes da festa

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Com o empate do Benfica em Alvalade, o Porto tinha a oportunidade de ficar com os mesmos pontos que o líder mas a verdade é que os dragões acabaram por ceder à pressão e empataram em casa contra o Feirense.

3 pontos separam Benfica e Porto e apenas 4 jogos por disputar. A minha "experiência" com o futebol diz-me que não se deve festejar antes do tempo. Apesar de faltarem só 4 jogos, a verdade é que está tudo em aberto e nem Benfica nem Porto têm deslocações fáceis.

Nesta fase do campeonato os resultados tornam-se mais imprevisíveis, uma vez que alguns clubes ainda lutam por objetivos quer seja não descer, garantir lugar na Liga Europa ou ser campeão.

Mesmo jogar contra quem já não tem objetivos se torna mais complicado. A pressão de terem de lutar para chegarem a algum lado desaparece e o que importa é jogar à bola e conseguir os 3 pontos.

Os encarnados jogam com o Estoril na próxima jornada em casa, seguem depois para Vila de Conde, recebem o Guimarães e terminam o campeonato no Bessa.

Já o Porto vai ao Chaves na próxima jornada, depois desloca-se à Madeira, recebe o Paços e acaba o campeonato em Moreira de Cónegos.

Tudo pode acontecer nestes jogos e a verdade é que qualquer um dos dois tem possibilidades de se sagrar campeão.
Mas enquanto que os encarnados dependem só de si para se sagrarem tetras, os azuis e brancos precisam de uma derrota do Benfica para serem líderes e esperam que o golo alvarás (diferença entre golos marcados e sofridos) esteja a seu favor. Dito isto, espara-se um campeonato disputado até à última e que no final ganhe o melhor.

Bárbara Pereira 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Os cânticos que dói ouvir


Há coisas que me tiram do sério e uma delas são os cânticos a desejar ou a falar da morte de outros adeptos... neste caso do clube contrário.

Falo nisto na sequência dos cânticos dos Super Dragões no jogo com o Benfica a desejar que o avião da Chapecoense fosse o do Benfica, ou nos assobios que os No Name Boys fizeram nos jogos de andebol e futsal a fazer referência ao Very light que matou um adepto do Sporting.

Tudo isto me dá muita raiva, pior, isto mete-me nojo. porque para mim, os que cantam destas coisas, sejam do Porto, do Braga, do Benfica, do Sporting ou do Desportivo das Aves deviam ser banidos, repito: banidos, do Mundo do Futebol. De qualquer estádio, de qualquer parte do Mundo, para "apoiar" qualquer equipa.

Seja, ou não seja, legal, para mim uma claque serve única e exclusivamente para apoiar a equipa. Óbvio que a rivalidade faz parte, óbvio que os gritos de um lado para o outro se admitem, o que não se admite nunca é haver destas coisas destas e só porque há pedidos de desculpa está tudo esquecido.

Mariana Cordeiro Ferreira 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Foi isto um jogo do título ?


A sério que aquele jogo que toda a gente viu no sábado foi o "Tudo ou Nada"? "A hora da verdade"? "Aos 90 minutos há Campeão"? 

Atenção que eu nem sou daquelas que acha a Liga Portuguesa a pior da Europa em termos competitivos, mas a verdade é que o jogo deste sábado prova muito aquilo que toda a gente vem dizendo. 

Eu pelo menos tenho a sensação, ou a esperança, de que, quando vou ver um jogo de uma luta pelo título o jogo vai ser brutal. Vai ser genial, vai ser bem disputado, bem jogado, vão haver defesas impossíveis e golos incríveis... Vai haver disputa de bola e os treinadores vão estar prontos para tudo, mas querem vencer. Supostamente seria assim, e na prática é assim no resto da Europa, menos em Portugal. 

Eu estive a fazer o acompanhamento do jogo em directo no Vavel Portugal, estive a tratar de tudo desde manhã e estava ansiosa para ver os onzes. Estava à espera de surpresas sim, mas o que eu não esperava era aquilo. 

Deviam ter visto a minha cara quando me apercebi que o Vitória pôs o Samaris a jogar, ou quando vi que o Espírito Santo deixou o André Silva o banco para dar o lugar só ao Soares. Fiquei em choque e disse logo na altura que face às invenções o jogo ia dar empate a uma bola. 

O que é que aconteceu ? Empate a uma bola. Mas mais do que isso, o que me deixa a perguntar se aquilo que vimos no sábado foi um jogo para o título foi a primeira parte. Amigos, vocês não estão a entender... 

Depois de tanto filme, tanta reportagem em directo, tantas estatísticas e tanta coisa, os primeiros 45 minutos do Clássico podem ser resumidos em 3 palavras : Penalti do Jonas. Só, só e apenas. Porque em boa verdade eu ia adormecendo! E atenção que eu estava a fazer um acompanhamento em directo, não estava simplesmente sentadinha no sofá. 

Tive de "inventar" coisas para escrever na primeira metade porque se não todos os leitores acabavam por abandonar o acompanhamento. Sim, está bem, eu sei que na segunda parte as coisas foram um bocadinho melhores, mas em boa verdade eu não posso, não quero e nem consigo chamar ao jogo de Sábado um jogo "Pelo título". 

Supostamente estamos a falar de 2 equipas que são das melhores a actuar em Portugal e em vez de nos darem futebol espectáculo, deram-nos aquilo. E aquilo deu um empate claro está, portanto pra mim, o jogo de sábado foi um jogo. Um jogo qualquer que ficou muito aquém daquilo que eu, e outros tantos estávamos à espera, e enquanto em Portugal, os jogos pelo título forem assim não podemos sequer sonhar em chegar ao patamar de uma Liga Italiana, quanto mais de uma Inglesa. 

Mariana Cordeiro Ferreira 

sexta-feira, 31 de março de 2017

Ainda dói

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Com o clássico à porta a ansiedade aumenta e este jogo toma-nos conta do pensamento.

Parece que esta semana está a demorar anos a passar e com um jogo desta categoria, os media também ainda não pararam de fazer comparações entre os dois clubes, fazer análises,antevisões e de relembrar jogos passados.

Uma das coisas que mais me passa pela cabeça é o Maxi na Luz. Sim eu sei que no ano passado já ele fazia parte do Porto e que já jogou na Luz mas ainda não consegui superar.

Lembro-me da primeira vez que ele jogou contra o Benfica com a camisola do Porto no Dragão. Ele e o Samaris pegaram-se e na altura o Nico, melhor amigo do Maxi, teve que os ir separar.  E lá estava eu, a ver o jogo no café e a chorar que nem uma desalmada porque um dos jogadores por quem eu tinha mais respeito do Benfica se mudou para um dos rivais e estava a arranjar confusão com um dos nossos.

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Não é a primeira vez que um jogador do Benfica sai para o Porto, temos o exemplo de Cristian Rodriguez, mas o sentimento é diferente.

Para além dos anos que o Maxi passou no Benfica, ele era um dos nossos capitães, apenas Luisão estava à frente dele. Os mesmos que o acolhem agora, chamavam-no de caceteiro quando representava o Benfica e nós sempre o defendemos, diziamos que era um jogador à Benfica, com raça, querer e ambição.

É verdade que ele já foi para o Porto na época passada mas ainda dói. Ainda me dói ver o Maxi de azul e branco, o mesmo Maxi que jurava amor ao Benfica e que eu me fartei de defender.
Defendi-o até à última, discutindo com muita gente nas redes sociais até que alguém me mandou um link. Era referente a um jornal e lá via-se Julen Lopetegui aos sorrisos com Maxi.

Posso dizer que não li a noticia, mal vi a imagem o meu mundo desabou. Não queria acreditar, estava eu a fazer figura de parva, a defender o Maxi com unhas e dentes e ele tinha assinado pelo Porto.

Fiquei em fase de negação durante demasiado tempo. Quando o jogo no Dragão chegou e ele defrontou o Benfica pela primeira vez, ainda era inconcebível para mim ver aquele cenário.

Ainda hoje se nota a minha mágoa a falar de certo assunto e as lágrimas continuam a vir-me aos olhos. Se já era tempo de eu ter superado isto? Sim talvez, mas vocês não sabem o quanto eu tinha este homem em conta, o quanto eu o defendi perante os adeptos que hoje em dia só dizem maravilhas sobre ele.

Com isto, só espero que tenhamos direito a um grande espetáculo, tanto dentro das 4 linhas como nas bancadas.

Bárbara Pereira,

quinta-feira, 30 de março de 2017

Só peço para o meu coração aguentar!




Sábado joga-se o campeonato... o resultado vai ser muito importante para as contas do campeonato, mesmo que matematicamente não seja decisivo. É dia do coração voltar a bater - isso assusta-me - vai ser um jogo de nervos do primeiro ao último minuto e vai ser difícil controlar as emoções. E é claro que os minutos de compensação entre o FC Porto e o SL Benfica têm sempre muito que se lhe diga... a uns deu um empate a outros um campeonato, os anos passam mas o 92 vai acontecendo... com ou sem o Kelvin.


O estádio por si só já intimida, clubismos à parte, o ambiente é notável e o apoio também, mas certo é que já há muito tempo que não se via a ligação que se tem visto com a claque e jogadores do FC Porto. Pelo menos sabe-se que apoio não vai faltar, dentro e fora do estádio.


É um jogo de nervos e de ansiedade, às vezes quem joga melhor não vence e vai ser muito importante saber lidar com a pressão. Ambas as equipas vem de um empate, é importante voltar às vitórias. É na Luz, isso por si só é importante, o fator casa conta muito, mas nem sempre. O FC Porto também sabe o que é vencer lá, até sabe o que é ser campeão com as luzes apagadas e o sistema de rega ligado.

Mas este não é só mais um jogo, não é só o clássico, é bem mais que isso, não estivessem os dragões há mais de 400 dias sem chegar ao lugar cimeiro da liga. Mas pior que isso são os anos sem erguer um troféu... quatro anos sem vencer, quatro anos de desilusão, angústia e, principalmente, incompreensão. Definitivamente não se compreende como é que uma equipa cheia de títulos, vitórias, jogadores de renome, não consegue voltar a vencer. O dinheiro não compra tudo. E há alturas em que a força, a coragem e vontade valem mais. 

Vai ser um jogo impróprio para cardíacos, e acredito seriamente que tem tudo para surpreender. De um lado está o campeão, mas o ano passado também estava e o FC Porto soube vencer, que sábado seja mais do mesmo. Que seja o inicio de um novo ciclo, dos fracos não reza a história. 



Filipa Mesquita

quarta-feira, 22 de março de 2017

Só uma pergunta... afinal houve jogo?



Três dias depois e ainda me custa falar sobre o jogo de domingo… no inicio fiquei na dúvida sobre quem seria o responsável pelo empate do FC Porto frente ao Setúbal, mas parece ser mais sensato assumir a culpa. Foi nossa, a culpa foi nossa por não termos sido mais eficazes, foi nossa por não termos aguentado a pressão, foi nossa por não termos conseguido responder ao empate quando ainda havia tanto para se jogar.

Mas há duas coisas que não tivemos culpa… primeiro as questões de arbitragem, que eu até desvalorizava, mas mais do que um penalti por assinalar nas duas voltas? Parece-me demasiado. Principalmente quando isso nos custou quatro pontos… quatro é demais para quem ambiciona ser campeão. E, para além disso, quatro é um número negativo, não tivéssemos nós quase há quatro anos sem vencer nada.

Deixando de lado as arbitragens para ser discutida para quem o entender, vou falar daquilo que mais me revolta e que só acontece em Portugal. Falo do anti jogo. A determinado momento da partida percebi que essa era a estratégia, até porque se jogassem de igual para igual, o resultado podia dar em goleada… As táticas de uma equipa pequena é defender, só assim é que podem tentar ganhar o que quer que seja. E se possível aproveitar uma distração para atacar… foi basicamente isso que aconteceu no domingo.

Mas o que mais me chateou foi a atitude do guarda-redes sadino, o Bruno Varela, não seria simplesmente mais fácil ter ficado no sofá deitado? Quer dizer… o estádio do Dragão é confortável, mas ao ponto de passar metade do jogo no chão? Foi inacreditável, e é nestas alturas que acredito que em Inglaterra, por exemplo, isto seria impensável. Mas a solução era óbvia, se o árbitro tivesse uma outra atitude e se tivesse sancionado o guardião pela sua conduta antidesportiva, talvez o resto do jogo teria sido diferente.

É que sabem, parecia contagioso, a dada altura só se via os jogadores sadinos no chão. E sabem quais os momentos mais propícios para eles? Quando iam ser substituídos... Era engraçado viam o seu número no placard e atiravam-se para o chão, creio que o pensamento deles era o seguinte: "ah vou sair? então que seja de maca, só para atrasar mais um bocadinho", saiam fora do relvado, levantavam-se da maca e sentavam-se no banco de suplentes... foi isto... um jogo duro de se ver!

A dada altura via os jogadores do Porto a tentar levantar os jogadores do Setúbal, a pressiona-los para sair, a pedir para não demorarem muito. Foi ridículo. Não foi a primeira vez, nem será a última, uma pena para quem ama verdadeiramente o futebol e gosta de assistir a jogos do principio ao fim, sem ter de se interrogar se afinal houve jogo ou não.

Para terminar quero só dizer, mais uma vez, que a culpa foi nossa, mas não há empate que derrube quem nasceu para vencer!



Filipa Mesquita

segunda-feira, 20 de março de 2017

Que não haja lesões, amén


Com a jornada 26 encerrada, os nossos jogadores seguem agora caminho para os jogos das selecções. Nesta paragem para as selecções eu só quero duas coisas, que Portugal ganhe e que os jogadores não se lesionem.

Com o deslize em Paços, o Benfica só não passou para segundo porque o Porto não conseguiu aproveitar, e logo na jornada que antecede o clássico.

Tanto Porto como Benfica têm jogadores convocados para as selecções, mas são os encarnados que vão em mais número representar os seus países.

Depois de tantas lesões que andam a assombrar o Benfica desde que a época começou, eu só peço que ninguém se lesione, nem do lado do Benfica nem do lado do Porto, quero ambos na máxima força, dentro dos parâmetros possíveis, para dia 1 nos proporcionarem um grande jogo de futebol.

Muita esperança de se conquistar o título está depositada neste jogo, apesar de, como já se viu, é nos jogos considerados pequenos que os grandes mais escorregam.

Os portistas esperam fazer como o Benfica no ano passado com o Sporting, vencer o rival fora, passar para primeiro e de lá nunca mais sair até ao fim do campeonato. Já os benfiquistas esperam vencer o jogo em casa e reforçar a liderança.

Com isto quero que venham todos de plena saúde e forma física para darem aos adeptos de futebol um grande espectáculo.

Bárbara Pereira 




quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

De bestial a besta!



O futebol tem, realmente, o dom de fascinar os adeptos, de colar um apoiante de uma equipa ao televisor, de o fazer correr km's para estar no estádio no momento do apito inicial. O futebol tem de tudo, coisas boas e más, coisas simples e complexas. Se para um adepto uma derrota é difícil de engolir, mais difícil, ainda, é para um jogador quando é culpabilizado por milhões.
Hoje, mais uma vez, o FC Porto é a minha fonte, inesgotável, de inspiração. Às vezes as razões são boas, mas hoje, o discurso será outro.

O jogo de ontem, no estádio do Dragão, a contar para os oitavos de final da champions entre o FC Porto e a Juventus, teve de tudo, emoção nas bancadas, nervos no banco de suplentes, momentos irrefletidos no campo e golos... a bola a fuzilar a baliza, a maior magia que há.

Notória tem sido a evolução da equipa a azul branca em comparação com a época anterior, mais que não seja pela segurança que o bloco recuado tem dado à equipa. Desde os centrais Marcano e Felipe, até aos laterais Maxi e Telles (jogadores mais vezes titulares no setor defensivo). Se em alguns jogos quem brilha é este quarteto, tanto a defender como a ir à frente marcar ou assistir... ontem foi diferente. Ontem o 13 foi mesmo de azar... atendendo ás circunstâncias do jogo é aceitável que os nervos estejam á flor da pele, mas a experiência, o tempo, a sensatez tem de falar mais alto. Se até ontem Alex Telles era considerado o melhor lateral esquerdo dos últimos tempos, depois da expulsão já todos recordam, saudosos, Alex Sandro. 

Foram dois minutos, dois minutos, bastaram dois minutos... E assim passou de bestial a besta. Para passar de jogador com mais assistências, para jogador com o comportamento mais irrefletido. Foi e é inqualificável um jogador perder a cabeça desta forma... se com 11 jogadores o jogo já era de elevada dificuldade, com 10 ficou praticamente impossível. Se bem que não há impossíveis no futebol no entanto, ontem, o Dragão que é a fortaleza dos azuis e brancos, silenciou-se também em dois minutos. 

É sarcástico imaginar que bastaram quatro minutos para o jogo ficar decidido com dois momentos chave... Os dois minutos que levaram de uma falta à outra e a posterior expulsão do camisola 13 dos dragões... assim como os dois minutos entre o primeiro e o segundo golo da vecchia signora.
Se a eliminatória está fechada? Não creio, o futebol é mágico. Mas se o Alex Telles será sempre recordado pela imprudência que cometeu? Não tenho qualquer dúvida.

De bestial a besta, o brasileiro que tanto tem contribuído para este clube, deixou os colegas com o peso de não fracassar, André Silva foi um dos sacrificados, sendo substituído depois da expulsão do colega. A vida da muitas voltas, o futebol também... Mas certamente não será neste eliminatória que Telles se irá redimir, porque o vermelho o impede de viajar até Itália.

Hoje estás lá no alto, amanhã podes estar no chão... mas como escreveu no instagram  "baixar a cabeça só para beijar o símbolo que carregam ao peito"!   




Filipa Mesquita



quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A hegemonia


Não é segredo para ninguém que o Mundo do Futebol é um Mundo de poder. De dinheiro, de esquemas, de resultados combinados e de novelas que já não se sabe por onde começaram. 

Qualquer que seja a equipa em questão, diz-se sempre melhor do que a outra, com mais lucro e menos passivo, com mais vendas, com mais títulos, com menos corrupção que o vizinho. Custa-me muito. Custa mesmo, saber que o futebol já deixou de ser o simples jogar à bola e passou a ser um jogo de interesses, para ver quem ganha mais com menos recursos. 

Eu consigo perceber que o dinheiro é importante, é importante porque os clubes de futebol são empresas que em boa verdade têm milhares de funcionários com um salário para receber ao final do mês, mas até onde vai a sede pelo lucro? 

É preciso sacrificar tanta coisa para se ter aquilo que se quer? A qualidade por si só já não chega para uma equipa ter sucesso. Tens de ter jogadores que dêem lucro, tens de fazer parte das equipas com mais influência neste Mundo, tens de saber com quem e a quem falar, mas mais importante que isso tens de saber chegar ao pé das pessoas certas e saber o que dizer ou que pedir... E se o que tiveres para dar em troca não for suficiente estás automaticamente no caminho para a famosa frase do "O esforço por si só não vale nada, o que conta é o resultado final". 

Tens de dar bem com os teus parceiros, mas tens de ser ainda mais macaco para manter os teus inimigos por perto. Tens de ser fingido, tens de saber fazer as vontades à UEFA e à FIFA e tens de acatar as ordens sem perguntar o por quê, porque senão.... é melhor nem saberes. 

Tens de saber dar-te bem com os Presidentes dos outros clubes, com o Presidente da Federação, o da Liga e o representante dos árbitros. Tens de ter influência suficiente perante a UEFA e a FIFA para que o teu voto seja importante ao ponto de te tentarem subornar para conseguir o que querem. No meio disto tudo ainda convém que te dês com os agentes que interessam para que os teus jogadores consigam vingar e mostrar a qualidade que têm além fronteiras..... 

Mas afinal de contas isto é futebol? A sério que isto é futebol? A sério que isto é o desporto que apaixona milhões no Mundo inteiro ? Então lamento, eu deste futebol não gosto. Eu cá sou da velha guarda, prefiro aquele que é jogado dentro de campo que com mais ou menos macaquice ainda me parece ele mesmo. 



Mariana Cordeiro Ferreira 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Discrepância de orçamentos

O campeonato português tem ficado marcado, principalmente esta época, por várias queixas acerca da arbitragem feitas pelos três grandes.

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Sim em vários casos até podem ter razão mas vamos pegar no exemplo do jogo entre Benfica e Boavista este fim de semana. O clube encarnado viu-se, em menos de 30 minutos, a perder na sua própria casa frente ao Boavista, por 3 bolas a 0.

A meu ver, os 3 golos são ilegais. O primeiro nasce numa falta feito por Pizzi, bem assinalada por sinal, mas na jogada anterior fica por marcar uma falta sobre Rafa. No segundo, há uma falta sobre André Almeida e no terceiro, apesar de Iuri Ribeiro estar em posição legal, o número 30 da equipa do Bessa está em fora de jogo e faz-se ao lance.

Tudo bem que os três golos não deveriam ser válidos mas independentemente dos erros de arbitragem ou não, o Benfica pôs-se a jeito de os levar. Entrou demasiado mole e confiante que o golo acabaria por chegar.

O que eu quero chegar é o seguinte, os três grandes, ou seja, Benfica, Porto e Sporting usufruem de um orçamento muito mais elevado que os clubes ditos mais pequenos. Muitos jogadores do Boavista (continuando com o exemplo dado) ganham 1500€ por época, minimo que se paga num clube da primeira divisão enquanto que no Benfica há jogadores a ganharem 2.5 milhões de euros brutos por ano e alguns ainda ganham mais.

A discrepância entre os orçamentos dos grandes com o dos pequenos é enorme. Por isso, com casos de arbitragem ou não, Benfica, Porto e Sporting têm a obrigação de ganhar aos clubes ditos mais pequenos porque ao contrário deles, são pagos a peso de ouro para o fazerem, caso contrário não seriam as únicas três equipas candidatas a vencer o campeonato.

Bárbara Pereira

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Hipocrisia ao mais alto nível


Já ando farta de ver comentários acerca das arbitragens, de portistas e sportinguistas a queixarem-se que foram roubados e a culpa é de quem ? Do Benfica claro.

O Benfica controla tudo, controla os árbitros, segundo adeptos do Vitória de Guimarães ontem, também controla os microfones dos jornalistas e por isso é que se ouviam mais os adeptos encarnados. Qualquer dia também controlam o resultado de cada jogo e quem será campeão em Portugal.

Mas será que as pessoas não têm noção do rídiculo? É que nenhum dos 3 grandes tem sequer moral para falar de arbitragem.

Já há muito que não via um árbitro ser ameaçado de morte por causa de erros cometidos em jogos dos grandes. Não estou a dizer que esses erros não tenham acontecido,  mas vir o líder dos Super Dragões a público dizer que a culpa é do Benfica, isso já é ridículo.

Para quem não sabe e quem não viu os jogos, o Benfica também foi "roubado", há um penalty sobre o Zivkovic que não foi assinalado, a diferença é que os encarnados acabaram por golear.

Mas é engraçado ver que quando os erros eram a favor dos grandes nada disto se passava. Claro que os adeptos nas redes sociais falavam mas não havia este escândalo todo.

É que se formos a comparar as arbitragens de há uns anos atrás para agora, os erros continuam na mesma quantidade, o árbitro é humano e vai sempre errar, mas se antes em caso de dúvida se prejudicava mais os ditos pequenos, agora há uma distribuição e tanto existem erros para os grandes como para os pequenos.

As pessoas gostam muito de falar e apontar o dedo, mas esquecem-se que nestes casos ninguém tem moral para falar. Quando os erros são a favor deles ninguém vem a público dizê-lo, mas quando são contra UI já cai o carmo e a trindade.

Bárbara Pereira 

terça-feira, 19 de julho de 2016

Pré a sério


Vou ser sincera, tenho uma relação muito de amor-ódio com a pré temporada. Não é só pela do Sporting, é por todas. 

Sim, eu sei que é importante o plantel treinar e fazer jogos de treino antes dos jogos a sério. Sim, eu sei que é importante para dar ritmo de jogo aos miúdos da equipa B ou a todos aqueles que não fazem parte do onze titular e ficam sempre no banco. 

Tudo isso é importante, até porque fisicamente, os jogadores têm de se preparar para as exigências do campeonato, Taças e Competições Europeias. É um jogo, é importante ganhar, mas em boa verdade também são jogos que não me aquecem nem me arrefecem. 

Dá para ver as novas caras a jogar ou ver que as férias fizeram bem ao jogador X ou Y, mas em boa verdade o que é um treinador de uma equipa como o Benfica, como o Sporting ou como o Porto pode decidir numa pré-época? 

Nada. No máximo pode ver o que é precisa de melhorar. Por isso é que digo, tenho mesmo uma relação de amor-ódio com a pré temporada. Não decide nada, não me mostra muito, mas ao mesmo tempo já se consegue perceber o que pode vir aí.

Lá está, é uma pré brincadeira, mas uma pé brincadeira a sério. Depois do Euro eu só quero é a Supertaça e que o Campeonato comece, porque por muito cansada que eu ande, por muito cansativo que tivesse sido o Euro e tudo o que ele englobou, a verdade é que já estou ansiosa outra vez. E esta brincadeira da pré temporada canta bem, mas não me alegra. 


Mariana Cordeiro Ferreira 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

E continua muito bem!


«É com esta gente que tenho de continuar». A frase é de Jorge Jesus, o técnico do Sporting colocou um ponto final em toda a especulação que surgiu nos últimos tempos, sobre uma possível saída para o FC Porto.

E quando se diz que os adeptos têm muita força, não é por acaso. Foi precisamente o apoio dos milhares de adeptos leoninos no domingo à noite, na recepção à equipa após o jogo em Braga que fez Jorge Jesus sentir-se «em casa». A forma calorosa com que toda a comitiva foi brindada, deixou o técnico sensibilizado e ao mesmo tempo levou-o a tomar uma decisão definitiva, para continuar em Alvalade.

E continua muito bem, digo eu. Desde o dia em que foi apresentado no relvado que Jesus e a massa associativa do Sporting criaram uma forte ligação. O técnico prometeu uma equipa a lutar pelo título e cumpriu. Mais, o próprio admitiu que superou as suas expectativas e não pensava alcançar um registo pontual de 86 pontos.

As exibições ao longo da época foram subindo e a qualidade de jogo cada vez foi maior e melhor. O rendimento de jogadores como William Carvalho ou Slimani aumentou a olhos vistos. Alvalade teve o seu melhor registo de adeptos desde a sua criação. E no final mesmo não tendo conquistado o campeonato, os adeptos renderam-se a Jesus e à equipa.

Se numa época de transição e mudança de toda uma estrutura, Jorge Jesus conseguiu alcançar tudo isto, o futuro só pode ser ainda mais risonho e promissor.

Posto isto só me resta acrescentar.

Nunca mais é Agosto!

Diana Fonseca

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Acabou o stress


Acabou-se! Está despachado! 

A ansiedade terminou, o campeão este ano está conhecido e os adeptos já só querem que se joguem as finais que venha o europeu, que se jogue a Supertaça e que comece tudo outra vez, mas meus amigos. Tenham calma! 

Uma coisa de cada vez. Para quem coordena projectos como este e depois de uma temporada como esta devo dizer-vos com a maior sinceridade que quem corre por gosto também cansa. Eu adoro o que faço, adoro futebol, mas o meu cansaço prende-se com o cansaço psicológico que esta temporada me provocou. 

Comunicados, bocas, escândalos, processos, confusões, eliminações, cartões mal mostrados, golos mal anulados.... Foi um lufa-lufa de que ninguém se conseguiu livrar ao longo destas 34 jornadas. Ao mesmo tempo foi das melhores temporadas em termos de bom futebol que me recordo de ter assistido nos últimos anos. 

Obviamente e como não poderia deixar de ser também contámos com grandes desilusões e em boa verdade os três grandes acabaram por permanecer centrados no campeonato. Para o ano há mais, esperemos apenas que o bom futebol se mantenha e que possamos dizer, ou para o ano, ou nos vindouros que temos uma das melhores Ligas da Europa. 

Como bem disse, quem corre por gosto também cansa, mas com bom futebol custa um bocadinho menos. ;) 


Mariana Cordeiro Ferreira 

sábado, 30 de abril de 2016

Uma questão de honra


Este sábado o Sporting visita o Estádio do Dragão para enfrentar o FC Porto, naquele que é o último clássico da temporada. Os leões têm de ganhar, se ainda querem lutar pelo título, já os azuis-e-brancos certamente não querem somar o Sporting à extensa lista de desaires desta época. De um lado objectivos, do outro a honra e história de um clube.

Independentemente do resultado do Benfica diante do Vitória de Guimarães, os homens de Jorge Jesus seriam sempre obrigados a vencer para manter viva a esperança do título; a vitória encarnada de sexta-feira acentua ainda mais a missão leonina, sob o risco de comprometer as aspirações de alcançar o título nacional.


Do outro lado está o FC Porto, equipa já arredada por completo do primeiro lugar e que cumpre uma espécie de estágio rumo ao objectivo final dos dragões que é a conquista da Taça de Portugal. Contudo, e apesar dos dez pontos de diferença, não se espera um dragão relaxado, afinal de contas trata-se de um clássico; se o título é uma miragem, a honra e orgulho de um clube nunca deixam de ser "donzelas" por quem lutar.

Curioso será verificar de que modo as equipas entrarão em campo este sábado. O Sporting tem obrigatoriamente de ganhar e certamente não ficará na expectativa, já o FC Porto não tem por hábito entregar o controlo do jogo ao adversário, muito menos em sua casa. Espera-se assim um jogo equilibrado e com as emoções ao rubro, onde cada pormenor pode ser decisivo, resumindo: um clássico.


Como em qualquer outro jogo entre rivais, o favoritismo terá de ser necessariamente repartido. Os dragões jogam em casa, contudo, a época 2015/2016 conta-nos que é contra os adversários mais fortes que o Sporting tem as melhores performances, e este clássico não deverá fugir à regra.

Um triunfo leonino seria mais uma prova da grande época que o Sporting tem feito, e uma afirmação de vontade e crença de que o título ainda é possível; para além disso constituiria um facto quase inédito o triunfo na casa dos dois rivais na mesma época, uma derrota seria quase o adeus ao título. Uma vitória portista seria, se tal for possível, um alento para uma época que, para os lados do Dragão, não pode terminar cedo demais; uma derrota dos dragões, muito sinceramente, não iria fazer grande diferença, é que no Porto já está tudo em modo Jamor.


Mafalda Rodrigues