
Há quatro anos que esta vitória nos fugia. Por vezes falta de sorte, como há dois anos na Luz onde o Casillas esteve extraordinariamente inspirado, e por vezes por demérito.
Hoje foi diferente. O futebol não foi o melhor. Treinadores a não quererem arriscar. Rui Vitória com as mesmas substituições e Conceição a jogar para o empate.
Ainda nem aos 15 minutos tínhamos chegado e o Casillas já irritava 58 mil benfiquistas com as suas perdas de tempo. Graças a Deus que o Veríssimo teve-os no sítio para lhe dar amarelo logo aos 19 minutos de jogo. Amarelo esse que custou a sair do bolso quando se tratava de Otávio.
Jogo mal jogado, com poucas ou nenhumas oportunidades. A melhor estava em fora de jogo e que mesmo assim conseguiu ser um falhanço extraordinário.
O golo e único no jogo surgiu na segunda parte, por um herói improvável, ou simplesmente por alguém que é um bode expiatório das más escolhas de Rui Vitória, Haris Seferovic. Sim, o Esforivite marcou. Amanhã é feriado nacional.
O Benfica ainda teve um expulso (mal) aos 80 minutos e mais uma vez, um central. Deve ser bruxaria. Desde que o Luisão anunciou o término da carreira, Jardel lesiona-se, Rubén Dias é expulso na Champions, Conti é expulso, Lema é expulso. Mais ninguém? Oh wait, não temos. E é certo que se jogar o Samaris na próxima jornada, podemos já preparar o vermelho. A sorte é que o Conti já volta.
Desta feita, a ganhar por 1-0, com menos um em campo e com a entrada de Alfa Semedo, qual foi o meu espanto ao ver que o Benfica não se fechou atrás. Atacou, teve garra, teve aquela raça que há muito que nestes clássicos se via, mas do lado dos azuis.
Acho que depois do golo, esse foi o ponto alto do jogo. Ver aquele Benfica a dar tudo pela vitória, a deixar o couro em campo. Não quer dizer que tenham jogado bem, atençaõ.
Mas vá, ao menos ganhámos!
Bárbara Pereira
Página Oficial do Futebol no Feminino

























